“Tiro no pé”: Maria do Carmo tenta lacrar prefeito mas esquece que advogada presa é professora na Fametro
Manaus – A empresária Maria do Carmo Seffair tentou transformar a prisão da professora de Direito Adriana Almeida Lima em munição política contra o prefeito David Almeida — e acabou se prejudicando de forma constrangedora. Adriana, alvo da Operação Erga Omnes da Polícia Civil do Amazonas, não é apenas investigada; ela também leciona na própria Fametro, instituição comandada por Maria do Carmo. Ou seja: o problema estava literalmente dentro de casa.
Veja:
A Operação Erga Omnes investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV), que movimentou mais de R$ 73 milhões entre 2018 e 2025, usando empresas de fachada e sofisticadas estruturas financeiras.
Enquanto tentava apontar dedos para o prefeito, Maria do Carmo ignorava o fato óbvio: a docente investigada era parte da sua própria universidade. A tentativa de politizar a prisão e transformar um caso em andamento em munição contra David Almeida caiu por terra, mostrando desespero por parte da empresária.
Ao tentar transformar investigação criminal em arma política, Maria do Carmo acabou evidenciando que, no jogo sujo da política, quem mira nos outros precisa primeiro olhar para o próprio quintal.
Operação Erga Omnes
A prisão da professora da Fametro é um dos desdobramentos da Operação Erga Omnes, conduzida pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que mira a organização liderada por Allan Kleber Bezerra Lima. O grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 73 milhões entre 2018 e 2025, oriundos do tráfico internacional de drogas, lavando o capital em empresas de fachada de transporte e logística.
As investigações desnudaram não apenas a audácia de Allan Kleber — que utilizava uma igreja evangélica no bairro Zumbi como fachada e esconderijo logístico — mas também a grave infiltração do crime em várias esferas governamentais.
Além da ex-chefe de gabinete da ALEAM, outros agentes públicos estão na mira da Justiça:
Anabela Cardoso Freitas: Suspeita de movimentar cerca de R$ 1,5 milhão para a facção.
Izaldir Moreno Barros: Servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), acusado de vazar informações sigilosas.
Osimar Vieira Nascimento: Policial militar suspeito de dar suporte ao núcleo político investigado.
A Justiça já deferiu mandados de prisão preventiva, quebra de sigilo bancário e fiscal, e o sequestro de bens dos envolvidos para garantir o ressarcimento aos cofres públicos. Enquanto Adriana Almeida e outros alvos estão detidos, o líder da facção, Allan Kleber, segue foragido após escapar de um cerco policial em São Paulo.



