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Servidora da ALEAM e esposa de ex-vereador é alvo da PF em operação que investiga esquema de R$ 362 milhões do tráfico

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Servidora da ALEAM e esposa de ex-vereador é alvo da PF em operação que investiga esquema de R$ 362 milhões do tráfico

Manaus – Um dos alvos da Operação Linhagem, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (29), é Emile Gomes Lasmar, nomeada para um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) em fevereiro deste ano.

A servidora é esposa de Radson Alves de Souza, ex-vereador de Tonantins, município distante 861 km de Manaus. Em 2015, Radson foi preso durante a Operação La Muralla, que desarticulou a facção criminosa Família do Norte (FDN). Na época, ele foi acusado de alugar suas contas bancárias para transferências de recursos do tráfico de drogas para o exterior.

Segundo a Polícia Federal, a servidora Emile Lasmar teria utilizado sua conta bancária pessoal para movimentações financeiras atípicas, o que levantou suspeitas de participação ativa no esquema criminoso. Ainda de acordo com informacões, ela aparece como sócia de uma rádio localizada no município de Santo Antônio do Içá (AM), ao lado do próprio irmão. No entanto, a suspeita é de que o verdadeiro proprietário da rádio seja seu pai, Abrãao Magalhães Lasmar, ex-prefeito da cidade.


Modus operandi

A investigação, realizada em parceria com a Unidade de Pesquisa e Investigação da Receita Federal, constatou que os líderes do esquema fazem parte de um mesmo grupo familiar e utilizaram empresas de fachada para ocultar os ganhos obtidos com o tráfico. Entre os suspeitos estão dois ex-parlamentares municipais e agentes da polícia civil, todos com histórico de crimes relacionados ao narcotráfico e conexões diretas com traficantes de diversas áreas do Amazonas.

As autoridades também descobriram o uso de “laranjas”, incluindo cônjuges, empregados domésticos e outros familiares, para movimentar quantias significativas de dinheiro ilícito. Uma das linhas da investigação busca determinar se parte desses valores foi empregada no financiamento de campanhas políticas, sugerindo possível penetração do grupo criminoso em estruturas políticas e institucionais do estado.

A operação tem como objetivo reunir mais evidências sobre o funcionamento do esquema, rastrear a origem das drogas e identificar todos os participantes. Os acusados podem ser responsabilizados por crimes como tráfico de entorpecentes, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro, com penas que podem exceder 30 anos de reclusão.


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