Segredo de Justiça Violado: consultor de Omar Aziz, Durango Duarte vaza processo sigiloso para Paula Litaiff criar Fake News

Manaus – Uma grave violação jurídica com claros contornos de perseguição política e eleitoral expôs os bastidores obscuros da atual corrida política no Amazonas. Um documento judicial protegido por rigoroso segredo de Justiça, envolvendo uma decisão provisória de primeira instância, foi repassado ilegalmente para o consórcio de mídia alinhado ao senador Omar Aziz.
O vazamento orquestrado tem como alvo direto a empresária e jornalista Cileide Moussallem, expondo uma ação coordenada de assassinato de reputação que omite o trâmite legal do processo, que ainda cabe recurso e não possui trânsito em julgado. A manobra revela como ferramentas processuais estão sendo instrumentalizadas para atingir desafetos e manipular a opinião pública através da desinformação.
A veiculação da matéria intitulada “Justiça determina detenção da blogueira Cileide Moussallem”, publicada pelo site Cenarium, que pertence a Paula Litaiff, coloca no centro do debate público um grave exemplo de como decisões judiciais não definitivas e documentos sob sigilo podem ser instrumentalizados para promover o assassinato de reputação. Sob a aparência de uma cobertura jornalística isenta, o texto esconde um ataque político orquestrado, desenhado para atingir diretamente a imagem da empresária e jornalista Cileide Moussallem, proprietária e controladora do Portal CM7.

Ao analisar detalhadamente a estrutura do texto da Cenarium, percebe-se que a reportagem se apoia na exposição de trechos literais de uma decisão de primeira instância emitida pela 9ª Vara Criminal da Comarca de Manaus. O problema central reside no fato de que o processo tramita sob rigoroso segredo de Justiça e se encontra em fase inicial de desdobramento judicial, cabendo amplo direito de recurso. A omissão deliberada do contexto amplo e a exposição ostensiva do documento revelam um objetivo que vai além de noticiar: busca-se condenar publicamente uma profissional antes do trânsito em julgado.
A prova material: sistema do TJAM bloqueia acesso público
A comprovação de que o veículo de comunicação atuou em posse de documentos vazados de forma seletiva encontra respaldo no próprio sistema do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Ao tentar consultar o processo de número ‘0478238-40.2024.8.04.0001’ no portal e-SAJ, o usuário comum é imediatamente bloqueado por uma tela de segurança que exige a “Senha do Processo”. O sistema cita expressamente o cumprimento da Resolução 121 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que atua justamente para restringir o acesso aos autos exclusivamente aos advogados e aos envolvidos diretos na ação.

Essa barreira sistêmica destrói qualquer justificativa de que o portal tenha acessado os dados por vias públicas ou de transparência ativa. A exigência de credenciais para visualização do conteúdo processual atesta de forma incontestável que a redação recebeu a sentença das mãos de alguém que detém a chave de acesso aos autos. A materialidade dessa restrição técnica corrobora a denúncia de que o pesquisador repassou o documento restrito para municiar o ataque do veículo aliado, utilizando dados protegidos pela Justiça como extensão de uma estratégia de intimidação.
Decisão provisória e o uso de manchete apelativa
O primeiro elemento a ser desconstruído na matéria da Cenarium é o viés sensacionalista impresso já no título. Ao afirmar que a “Justiça determina detenção”, o veículo induz o leitor à falsa premissa de que há uma ordem de prisão iminente ou definitiva. Na prática do Direito Penal brasileiro, uma sentença de primeira instância proferida por uma vara criminal não possui força executória imediata quando da interposição dos recursos cabíveis.
A própria reportagem insere, quase de forma periférica no meio do texto, a frase “A blogueira pode recorrer”. Essa inserção funciona apenas como uma blindagem jurídica formal do veículo, mas não anula o efeito devastador da manchete no imaginário do leitor. Ao esconder o princípio constitucional da presunção de inocência sob uma narrativa punitivista, o texto transforma um ato processual passível de reforma no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) em um veredito definitivo perante a opinião pública.
A ilegalidade do vazamento e a violação do segredo de Justiça
A exposição de números de processos e a transcrição de trechos de decisões que correm em segredo de Justiça configuram uma flagrante violação das garantias legais que regem o devido processo legal. A legislação brasileira proíbe expressamente a divulgação de documentos sigilosos, medida criada justamente para preservar a intimidade das partes e evitar que o Judiciário seja utilizado como palco de linchamentos virtuais.

Neste caso, a suspeita recai sobre o vazamento estratégico do documento pelo próprio autor da queixa-crime, o pesquisador Durango Martins Duarte. A entrega do material sigiloso à diretora da Cenarium, Paula Litaif, evidencia um movimento calculado de quebra de sigilo para municiar um veículo de imprensa editorialmente alinhado, garantindo que o fato seja contado sob uma ótica estritamente punitiva e sem o devido contraditório.
A tática do vazamento estratégico e o ecossistema de mídias alinhadas
A entrega de um documento confidencial a uma redação parceira é uma tática conhecida nas disputas de bastidores da administração pública. Ao repassar a decisão de primeira instância em primeira mão para um portal simpático aos seus interesses, o autor da ação garante a hegemonia da narrativa.
O dano é multiplicado quando essa mesma pauta passa a ser replicada em cadeia por diversos blogs e portais menores que orbitam o mesmo grupo político e já atacaram Cileide antes, como demostrado abaixo:



Gabinete de ódio e a perseguição orquestrada por ex-funcionários
A engrenagem de desinformação ganha contornos ainda mais graves com a atuação direta de ex-colaboradores do Portal CM7. Patric Jhones e Ronald Reis, que no passado receberam oportunidades de emprego e fomento aos estudos na empresa, optaram por criar intrigas internas e romperam relações de forma litigiosa com Cileide Moussallem. Atualmente, há fortes indícios de que a dupla estaria sendo financiada para atuar como um verdadeiro “gabinete de ódio”, operando na linha de frente da viralização desse conteúdo difamatório. A disseminação massiva do ataque ocorre de forma coordenada através de disparos em dezenas de grupos de WhatsApp, bem como no Instagram, utilizando de forma estratégica a estrutura do “Portal do Vizinho”, veículo pertencente a Patric Jhones.


Essa mobilização, que se materializa como uma autêntica prática de stalking digital, transcende qualquer limite de divergência editorial e expõe uma perseguição sistemática e continuada. A utilização de ex-funcionários ressentidos como peças de amplificação para espalhar uma condenação não definitiva revela o modus operandi covarde da oposição para inflar a narrativa. Essa prática de assédio virtual massificado reafirma a denúncia de que os ataques carregam um componente explícito de misoginia, sendo estruturados exclusivamente para promover o linchamento moral e tentar silenciar a voz de uma mulher no comando da comunicação independente.

Essa câmara de eco cria na população a ilusão de que se trata de uma comoção geral ou de uma condenação irrevogável, quando, na verdade, trata-se de uma ação de comunicação distribuída de forma coordenada para inundar as redes sociais e grupos de mensagens.
Instrumentalização política e a desinformação por omissão
O assassinato de reputação no jornalismo contemporâneo raramente se apoia na invenção total de fatos; sua força reside na manipulação do contexto e no peso desproporcional dado a uma informação parcial. A reportagem da Cenarium pratica o que os especialistas classificam como desinformação por omissão. Ao focar exclusivamente nos termos da condenação provisória e dedicar longos parágrafos para mapear o contencioso cível da empresa CM7, o texto oculta propositalmente o cenário político de fundo.
Além dos episódios de perseguição e ataques envolvendo outras narrativas e mentiras contra Cileide, que já foram desmentidos pela Justiça. Omitiu-se também que Durango Duarte atua diretamente na coordenação da campanha do senador Omar Aziz, apresentando-se publicamente como “consultor” do grupo. Omitiu-se também que a Revista Cenarium mantém uma linha editorial de cobertura ostensivamente favorável às agendas e eventos políticos vinculados a Omar. Quando esses elementos são colocados na equação, fica evidente que o leitor consumiu uma peça publicitária de oposição disfarçada de matéria investigativa. Veja abaixo:




Ataques misóginos
O direcionamento das investidas contra Cileide Moussallem ganha contornos ainda mais graves ao revelar um viés de ataque de gênero e misoginia. Informações de bastidores apontam que o grupo político liderado por Omar Aziz, teria dado “carta branca” para que Durango e seus operadores de mídia atacassem diretamente a figura da empresária, buscando desestabilizá-la pessoal e profissionalmente. Utilizar a estrutura de uma redação e de outros blogs para atacar uma mulher que comanda o portal de notícias mais acessado do Estado reflete uma clara tentativa de intimidação e silenciamento.
Provas enviadas para a Justiça
Essa atuação coordenada revela, de forma cristalina, a engrenagem de um verdadeiro gabinete do ódio montado especificamente para promover a difamação e o assassinato de reputação durante o atual período eleitoral. A articulação expõe uma perseguição sistemática que envolve a atuação em bloco de inúmeros sites de notícias do Amazonas, dos quais atual majoritariamente: Cenarium e Imediato, de Paula Litaiff e Álvaro Corado. Ao atuarem em consórcio para pulverizar o mesmo conteúdo oriundo de um vazamento ilegal, esses veículos tentam forjar uma falsa comoção pública e manipular o eleitorado, atuando como braços operacionais da velha política.

Contudo, o rastro digital dessa operação orquestrada não passou impune. Todas as provas materiais dessa perseguição, desde as capturas de tela que comprovam o bloqueio de acesso público no sistema do TJAM até os registros dos disparos massivos em grupos de mensagens coordenados por ex-funcionários, já estão devidamente documentadas e encontram-se à inteira disposição da Justiça. O Judiciário e os órgãos de fiscalização eleitoral têm agora em mãos os elementos necessários para mapear o fluxo de financiamento desse grupo, desmantelar essa milícia digital e responsabilizar, tanto civil quanto criminalmente, os arquitetos e os executores dessa violenta tentativa de silenciamento.


