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Saída de irmão de Alfredo Nascimento alimenta especulações sobre aliança entre PL e União Brasil

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Saída de irmão de Alfredo Nascimento alimenta especulações sobre aliança entre PL e União Brasil

Manaus – A decisão do Governo do Amazonas de retirar R$ 100 milhões do orçamento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e remanejar os recursos para a Amazonprev abriu uma série de questionamentos sobre a real situação financeira do sistema previdenciário estadual e sobre os bastidores políticos da medida.

A justificativa apresentada pelo governo é a necessidade de reforçar recursos para garantir o pagamento de aposentados e pensionistas. O que chama atenção é que a Amazonprev vinha divulgando resultados considerados positivos e equilíbrio financeiro em suas prestações de contas recentes. O contraste entre o discurso de equilíbrio e a necessidade de um aporte milionário levanta dúvidas que ainda aguardam esclarecimentos oficiais.

O cenário ganha contornos ainda mais delicados por ocorrer simultaneamente a mudanças políticas dentro do governo. O então presidente da Amazonprev, Evilázio Nascimento, irmão do presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento, deixou o comando da fundação após o agravamento das tensões entre o governo e lideranças do Partido Liberal. Nos bastidores, fontes do governo afirmam que a permanência de Evilázio se tornou insustentável diante dos ataques feitos pela pré-candidata do PL ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo, ao grupo político do governador Roberto Cidade.

Além da questão polítca, outra informação que aumenta a pressão por transparência envolve uma possível auditoria na Amazonprev. Segundo fontes ouvidas nos bastidores, o governo pretende realizar uma análise detalhada das operações da fundação após a saída de Evilázio. Entre os pontos que poderiam ser examinados estão investimentos realizados pelo fundo previdenciário, incluindo aplicações relacionadas ao Banco Master, instituição financeira que esteve no centro de debates nacionais sobre operações de investimento de fundos públicos.

 

Diante desse cenário, permanecem sem resposta algumas perguntas fundamentais: por que foi necessário retirar R$ 100 milhões da UEA se a previdência estadual apresentava indicadores positivos? Existe déficit previdenciário não divulgado? A auditoria já foi oficialmente determinada? E qual o impacto da mudança no comando da Amazonprev sobre as decisões financeiras adotadas pelo governo?

Enquanto o Executivo não apresenta explicações detalhadas, o remanejamento milionário e as mudanças na cúpula da previdência estadual continuam alimentando questionamentos nos meios político, acadêmico e econômico do Amazonas.


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