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Roberto Cidade diz desconhecer contrato ativo de quase R$ 8 milhões entre o Governo do AM e empresa dos próprios irmãos

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Roberto Cidade diz desconhecer contrato ativo de quase R$ 8 milhões entre o Governo do AM e empresa dos próprios irmãos

Manaus – Nesta quarta-feira (16), o governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Brasil) concedeu entrevista à Rede Amazônica e foi questionado sobre a permanência de um contrato entre o Governo do Amazonas e uma empresa pertencente a seus irmãos.

O questionamento ocorreu após documentos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) mostrarem que a RR Serviços de Transporte e Navegação Ltda. continua contratada pelo Estado. A situação chama atenção porque Cidade afirmou que, ao assumir o Governo, determinou o encerramento de contratos envolvendo empresas de familiares.

Ao ser questionado sobre o vínculo, o governador disse desconhecer os detalhes e afirmou que precisaria verificar a situação.

“Deve ter sido alguma questão de rescisão, alguma questão que a gente precisa olhar com muito carinho.”

Veja vídeo:

A empresa tem como sócios Grace Kelly Arruda Cidade e Renan Matheus Arruda Cidade, irmãos do governador. O contrato nº 043/2023-UEA recebeu reajuste de 4,68%, elevando o valor global para R$ 7.916.570,88.

Contrato prevê transporte para unidades da UEA

O acordo prevê a locação de veículos para atender unidades da UEA no interior do Amazonas, incluindo motorista, combustível, seguro e manutenção.

Com o reajuste, o contrato representa aproximadamente R$ 659,7 mil por mês. O quarto termo aditivo foi formalizado em 26 de agosto.

A permanência do vínculo ocorre apesar da declaração de Cidade de que havia determinado o encerramento de contratos envolvendo empresas de familiares ao assumir o Executivo estadual.

Durante a entrevista, Roberto Cidade reafirmou que tomou essa decisão por considerar inadequada a manutenção desse tipo de vínculo, embora tenha afirmado não se tratar de uma ilegalidade.

Questionado especificamente sobre a empresa dos irmãos, porém, Cidade não explicou por que o contrato permaneceu ativo e recebeu novo aditivo. Segundo ele, seria necessário verificar se houve alguma questão relacionada à rescisão.

A existência do contrato e do reajuste, isoladamente, não estabelece ilegalidade. O ponto em discussão é a permanência do acordo durante a atual gestão diante da determinação anunciada pelo próprio governador que, supostamente, considera “imoral” manter o vínculo.


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