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Roberto Cidade debocha ao tentar justificar gastos atronômicos com passagens na Aleam: “ir a Parintins é mais caro que a Europa”

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Roberto Cidade debocha ao tentar justificar gastos atronômicos com passagens na Aleam: “ir a Parintins é mais caro que a Europa”

Amazonas – Enquanto o cidadão amazonense rala para pagar a conta de luz e tenta entender por que o preço do rancho sobe toda semana, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União), parece viver em uma realidade paralela — ou, no mínimo, em uma realidade onde as milhas aéreas são pagas com o suor do contribuinte sem o menor constrangimento.

Na última terça-feira (3), ao ser questionado sobre os gastos astronômicos da Casa com diárias e passagens, Cidade sacou uma pérola do bolso: “Ir a Parintins é mais caro que à Europa”. A frase, que soa como um deboche para quem depende do transporte regional, foi a cortina de fumaça perfeita para tentar esconder um número que grita: R$ 597.967,62.

Esse foi o valor total que o deputado retirou dos cofres públicos em 2025 apenas através do “Cotão” (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar).

O argumento de Cidade é de que os parlamentares precisam “conhecer a realidade” do interior. Nobre, se não fosse contraditório. Os dados da própria Aleam mostram que:

  • Apenas 10% das viagens da Casa foram para o interior do Amazonas.
  • 34% das viagens tiveram como destino o exterior.

Ou seja: para cada deputado que supostamente “sofre” com o preço da passagem para Eirunepé ou Tabatinga, há três carimbando o passaporte para destinos internacionais. Se ir a Parintins é caro, parece que a solução da Aleam tem sido buscar “economias” em congressos e cursos bem longe da lama e do sol do Rio Solimões.

A Gastança em Números: O Ano de Ouro de Roberto Cidade

Não houve mês de descanso para o bolso do povo. Com uma média de gastos que flutua na casa dos R$ 50 mil mensais, Cidade atingiu o ápice em outubro, quando torrou mais de R$ 80 mil.

Ao afirmar que “qualquer viagem é para trabalhar”, Roberto Cidade subestima a inteligência do eleitor. Trabalhar pelo povo do Amazonas exige, obrigatoriamente, gastar meio milhão de reais em um ano enquanto as escolas e hospitais do interior — os mesmos que ele diz visitar — sofrem com carências básicas?

Se a logística para Parintins é um “absurdo”, como ele mesmo diz, o que a sua gestão fez para mudar essa malha aeroviária, além de usar o problema como justificativa para continuar gastando? O papel de um presidente de Assembleia deveria ser resolver o custo Amazonas, não se aproveitar dele para legitimar faturas de hotel e bilhetes de primeira classe.

No fim das contas, a fala de Cidade revela uma verdade amarga: para a cúpula da Aleam, o Amazonas é apenas uma escala técnica. O destino final, ao que tudo indica, é onde o “Cotão” puder levar.


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