Renan Santos grava último vídeo de campanha com risco de ter redes sociais derrubadas a qualquer momento pelo TSE; veja vídeo

Brasil – Em um tom de despedida e resistência, Renan Santos publicou o que descreve como, possivelmente, seu último vídeo de campanha. O material foi gravado de forma improvisada no almoxarifado onde sua equipe vendia os livros que financiaram sua jornada eleitoral, logo após uma decisão do ministro Dias Toffoli suspender sua campanha à presidência. Com a expectativa de ter todos os seus perfis apagados da internet a qualquer momento, Renan fez um apelo urgente aos seus apoiadores para que baixem e espalhem sua mensagem.
De acordo com o candidato, a decisão judicial impôs restrições severas e quase totais à sua atuação política. Ele relatou estar sumariamente proibido de:
- Produzir ou postar qualquer tipo de conteúdo na internet;
- Participar de debates televisivos ou radiofônicos;
- Comparecer a sabatinas;
- Acessar recursos do fundo eleitoral (rubrica que ele ressalta já não utilizar por princípio).
Renan classificou a medida como “absolutamente injusta, ilegal e persecutória”. A justificativa para a suspensão envolveria uma acusação de abuso de poder econômico atrelada a um problema técnico ocorrido durante o registro da candidatura. O candidato argumenta que a justificativa beira o absurdo, visto que centenas ou até milhares de outros políticos enfrentaram a mesma falha técnica burocrática sem sofrerem uma retaliação do mesmo nível.
Para ele, o verdadeiro motivo da cassação preventiva é político e pessoal. Renan associou a decisão ao seu histórico recente de oposição direta ao ministro do Supremo, lembrando que convocou e liderou quatro manifestações nas ruas de São Paulo no último ano. Os protestos tinham como alvo explícito Dias Toffoli e as figuras envolvidas no escândalo do Banco Master. “Eu tô pagando o preço por ter defendido o que eu defendi. Eu sei o que aconteceu”, declarou no vídeo.
Admitindo a publicação do material como um ato de desobediência a uma “decisão ilegal que não se cumpre”, Renan reconhece a fragilidade de sua presença digital e alerta que suas redes devem sair do ar em breve. Diante da censura iminente, ele pediu que o público faça o download do vídeo e o dissemine organicamente via aplicativos de mensagens para manter sua narrativa viva.
Apesar de considerar o atual cenário político e jurídico brasileiro alienado e leniente com o crime, o candidato prometeu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a situação. “Eu não vou desistir, eu vou lutar na Justiça. Mas a porrada começou, avisei que não seria fácil”, concluiu.
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