Relatório aponta mais de 8 milhões de votos sem identificação biométrica no segundo turno das eleições de 2026
Brasil – Um relatório que circula nas redes sociais desde quarta-feira (28) levantou questionamentos sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O documento, apresentado como “Relatório Pericial Independente”, aponta que 8.632.488 eleitores foram autorizados a votar sem o reconhecimento biométrico, durante a votação realizada no último domingo (25). O número corresponde a aproximadamente 6,73% dos 128,2 milhões de eleitores que compareceram às urnas.
O levantamento utiliza informações dos boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo os dados analisados, os eleitores contabilizados possuíam biometria cadastrada, mas tiveram a votação liberada por procedimentos alternativos de identificação. O relatório também compara esse total com a diferença de aproximadamente 4,43 milhões de votos entre os candidatos à Presidência, levantando questionamentos sobre a segurança do processo eleitoral.
Além da identificação biométrica, o documento apresenta questionamentos sobre os horários de encerramento das seções eleitorais e a prorrogação da votação até as 19h, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O material ganhou repercussão nas redes sociais, principalmente entre usuários que cobram esclarecimentos sobre os registros eleitorais e os procedimentos adotados durante a apuração.
TSE se manifesta sobre os números
Em manifestação publicada na quarta-feira (28), o TSE classificou o relatório como apócrifo e afirmou que o documento apresenta interpretações equivocadas dos dados eleitorais. Segundo o tribunal, a ausência de reconhecimento da impressão digital não significa que o eleitor tenha votado sem identificação. Nesses casos, são realizadas verificações adicionais, incluindo conferência de documento com foto, confirmação do ano de nascimento, assinatura no caderno de votação e identificação do mesário responsável.
A Justiça Eleitoral também esclareceu que apenas 34.393 votos foram efetivamente registrados depois das 17h no segundo turno, número insuficiente para alterar o resultado presidencial. O tribunal destacou ainda que os registros eletrônicos preservam o sigilo do voto, impossibilitando identificar em qual candidato votaram os eleitores habilitados sem reconhecimento biométrico.
Dados permanecem disponíveis para fiscalização
Os boletins de urna continuam disponíveis para consulta pública no Portal de Dados Abertos do TSE, permitindo que partidos, especialistas e cidadãos realizem verificações independentes. O episódio mantém em discussão a importância da transparência, da fiscalização e do esclarecimento dos procedimentos utilizados nas eleições brasileiras.





