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Relator da CPMI do INSS pede prisão de Lulinha e cita ligação com esquema

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Relator da CPMI do INSS pede prisão de Lulinha e cita ligação com esquema

Brasil – O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu a prisão preventiva de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação consta no relatório final da comissão, que tem mais de 4 mil páginas e está sendo apresentado no Congresso Nacional nesta sexta-feira (27). Segundo o relator, há risco de fuga por parte do empresário, o que poderia atrapalhar o andamento das investigações e a aplicação da lei.

De acordo com o documento, o pedido de prisão preventiva foi feito com base em indícios de que Lulinha teria deixado o Brasil durante uma operação da Polícia Federal, realizada em abril do ano passado. Na ocasião, ele seguiu para a Espanha, onde passou a morar na cidade de Madri. Para o relator, essa saída do país levanta suspeitas de tentativa de evitar investigações.

A CPMI investiga um suposto esquema de fraudes no INSS, envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões. No relatório, Alfredo Gaspar afirma que Lulinha teria participação nesse esquema e que ele teria sido beneficiado com vantagens indevidas, como pagamento de viagens e outros custos com recursos que seriam ligados à fraude.

O documento também aponta uma possível ligação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema. Segundo o relator, essa relação reforça a suspeita de que o empresário teria integrado o grupo investigado.

Além do pedido de prisão, o relatório solicita o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo autoridades e outros investigados citados ao longo das apurações. O texto ainda será votado pelos integrantes da comissão.

A defesa de Lulinha, no entanto, nega as acusações. O advogado afirma que não há provas de tentativa de fuga e lembra que o empresário retornou ao Brasil no fim de 2025, após o período citado no relatório. Segundo a defesa, ele vive atualmente na Espanha por motivos pessoais e profissionais, onde mantém empresa e família.

O relator da CPMI afirmou que o trabalho da comissão é técnico e baseado em dados, sem motivação política. Já a investigação segue em análise e caberá à Justiça decidir se aceita ou não o pedido de prisão preventiva.


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