Rejeição de David Almeida diminui após romper com Omar Aziz
Amazonas – O tabuleiro político do Amazonas acaba de sofrer um abalo sísmico com a divulgação da nova rodada de pesquisas do instituto Direto ao Ponto. O dado mais alarmante para os adversários não é apenas a intenção de voto, mas a velocidade com que o atual prefeito de Manaus, David Almeida, conseguiu recuperar sua imagem perante o eleitorado.
Após a AtlasIntel indicar que o prefeito da Capital teria 70% de rejeição, Almeida surge hoje com apenas 29% de rejeição. Para marqueteiros políticos, essa queda vertiginosa tem um nome e um sobrenome: Omar Aziz.
O “Peso” do Padrinho: A Imagem sob Custódia
Até o ano passado, a imagem de David Almeida estava intrinsecamente ligada à de Omar Aziz. Para uma parcela significativa do eleitorado, David era visto como uma extensão política do senador, herdando por tabela o desgaste acumulado por décadas de vida pública de Aziz.
Conforme especialistas, a aliança agia como uma âncora na imagem do prefeito. Com o anúncio da pré-candidatura própria de David, há poucos dias, acabou se livrando de um peso político e retomando sua jornada própria.
A Metamorfose nos Números
Os dados divulgados hoje mostram que, ao se desvencilhar da tutela de Omar, David Almeida recuperou sua identidade política. Enquanto Omar Aziz mantém uma rejeição de 22%, o prefeito conseguiu canalizar sua gestão para reduzir a resistência ao seu nome.
Candidato Índice de Rejeição (Março/2026)
David Almeida 29%
Omar Aziz 22%
Prof. Maria do Carmo 19%
Tadeu de Souza 19%
Análise do Marketing: “O Candidato dos amazonenses”
Para o marketing político, a estratégia de David foi cirúrgica. Ao esperar o momento exato para anunciar sua independência, ele evitou o desgaste antecipado sofrido por Omar e Maria do Carmo, que estão em pré-campanha há quase um ano.
A recuperação de David Almeida prova que o eleitor estava punindo o prefeito não necessariamente por sua gestão, mas pelas suas companhias. Agora, apresentando-se como uma força independente, Almeida retoma o protagonismo e entra na disputa como o nome a ser batido na capital e o fator de desequilíbrio no interior.
O recado das urnas (e das pesquisas) é claro: o “efeito âncora” de Omar Aziz ficou para trás e David Almeida agora navega com vento em popa.


