“Raio-X quebrado, escuridão e falta de água”: prefeito Renato Junior denuncia colapso no SPA do Galileia e abandono do Governo do AM na saúde; vídeo

Em inspeção surpresa à unidade estadual na Zona Norte da capital amazonense, Renato Junior denuncia superlotação em hospitais de referência provocada pela paralisação de equipamentos há mais de um mês e cobra explicações do governador Roberto Cidade.
Durante o registro em vídeo, funcionários da própria unidade de saúde confirmaram que a sala de radiografia encontra-se completamente paralisada por defeito no aparelho de raio-X. O ambiente, que deveria servir para o diagnóstico imediato de fraturas e traumas ortopédicos, contava com apenas uma das seis luminárias do teto em funcionamento — operando praticamente às escuras.
O “efeito dominó” no atendimento de urgência
A inoperância do raio-X no SPA do Galileia gera um impacto em cadeia em toda a rede de urgência da capital. Segundo Renato Junior, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), administrado pela Prefeitura de Manaus, enfrenta sérios entraves ao realizar a regulação de pacientes acidentados — como vítimas de quedas ou colisões de motocicleta.
Ao tentar direcionar os pacientes para as unidades de pronto atendimento estaduais nos bairros, as equipes de resgate são informadas da impossibilidade de recepção por falta de diagnóstico por imagem. Como consequência direta, os acidentados precisam ser encaminhados para hospitais de grande porte, com destaque para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul, provocando gargalos, filas intermináveis e sobrecarga nas equipes de plantão.
“Imagina que você se acidentou de moto. O SAMU da Prefeitura de Manaus faz a regulação, liga para todos os prédios, os hospitais e SPAs do Governo do Estado. Só que quando liga pra cá, pro SPA do Galileia, não está funcionando o raio-x há mais de um mês. As pessoas são levadas pro 28 de Agosto e lá superlota.”, Renato Junior, durante inspeção noturna no SPA do Galileia
Raio-X da Crise no SPA do Galileia
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Radiografia inoperante: Equipamento de raio-X quebrado há mais de 30 dias, impedindo o atendimento local a vítimas de trauma.
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Iluminação comprometida: Na sala de exames radiológicos, apenas 1 das 6 luminárias estava funcionando.
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Efeito dominó na rede: Pacientes com fraturas recusam ou não podem ser recebidos no SPA e são transferidos para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, superlotando a unidade central.
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Falta de insumos básicos: Ausência de copos descartáveis e água disponível para os usuários que aguardam atendimento na recepção.
Falta de água potável e copos para pacientes
Além dos problemas técnicos em equipamentos de média complexidade, a vistoria constatou falhas primárias no acolhimento ao cidadão. Na sala de espera do SPA, pacientes e familiares denunciaram que não havia água potável disponível nem copos descartáveis no bebedouro.
Um dos cidadãos presentes relatou que, para se hidratar durante a espera por atendimento médico, os usuários são obrigados a trazer garrafas de casa ou comprar recipientes no comércio externo da região para conseguir coletar água.
Críticas contundentes ao Governo do Estado
Em tom veemente, Renato Junior direcionou duras críticas à gestão estadual da saúde, citando nominalmente o governador Roberto Cidade. Ele acusou o chefe do Executivo estadual de tentar transferir a responsabilidade da superlotação hospitalar para o SAMU e para os profissionais que atuam no resgate de rua, enquanto unidades de bairro sob administração estadual sofrem com desassistência, atrasos salariais de servidores e falta de insumos.
“Saia do gabinete do ar-condicionado e vá para dentro das unidades de saúde. Vá lá ver como está o salário dos trabalhadores, dos médicos, dos enfermeiros e dos maqueiros. Eu não vou permitir que você jogue a sua irresponsabilidade no SAMU”, Renato Junior.
Renato Junior ressaltou ainda que continuará realizando fiscalizações in loco em hospitais e SPAs de Manaus para contrapor as versões oficiais apresentadas em coletivas de imprensa pelo Governo do Estado.


