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“Racha na amizade de milhões?”: Alessandra Campêlo se altera na Aleam e prejudica os interesses de Roberto Cidade; veja vídeo

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“Racha na amizade de milhões?”: Alessandra Campêlo se altera na Aleam e prejudica os interesses de Roberto Cidade; veja vídeo

Amazonas – A tentativa do governador Roberto Cidade de acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite o uso de recursos do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (FMPES) para cobrir despesas correntes do Estado acabou encontrando resistência dentro da própria base governista na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), levantando dúvidas sobre um possível desgaste político no grupo que sustenta o governo.

Durante sessão extraordinária desta semana, a deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD) criticou a condução da pauta, afirmando que não teria sido devidamente comunicada sobre a convocação e demonstrando insatisfação com a tentativa de vincular sua assinatura à tramitação da PEC enquanto integrante da Mesa Diretora. O episódio chamou atenção por expor publicamente um desconforto entre aliados históricos no Parlamento.

Segundo a deputada, a votação estava sendo conduzida “na surdina”, com alguns colegas de parlamento sem saber da sessão extraordinária marcada pelo presidente da Casa, Adjuto Afonso, do mesmo grupo político dela e do governador Roberto Cidade.

A reação, no entanto, abriu espaço para questionamentos nos bastidores da política amazonense: trata-se apenas de uma divergência pontual sobre o rito legislativo ou o início de um possível racha dentro da base de apoio ao governador?

O ponto de tensão ganha ainda mais peso quando observado o histórico político recente. Em 2019, a própria Alessandra Campêlo votou favoravelmente a uma PEC que autorizou mecanismo semelhante, permitindo o uso de recursos do FMPES para despesas do Estado, incluindo pagamento de obrigações como o 13º salário de servidores. Na ocasião, a medida foi aprovada com apoio expressivo na Aleam, sem registros de resistência pública por parte da parlamentar ao conteúdo da proposta.

Agora, a deputada afirma que sua crítica não se dirige ao mérito da medida, mas à forma como a articulação política foi conduzida. Essa mudança de postura, porém, passou a ser alvo de questionamentos entre observadores políticos, que apontam uma possível variação de posicionamento conforme o contexto e os interesses em jogo — uma leitura que levanta debates sobre coerência e conveniência política dentro do Legislativo estadual.

Críticos também resgatam episódios anteriores envolvendo a relação entre Alessandra Campêlo e Roberto Cidade, marcada por forte alinhamento político ao longo dos últimos anos, enquanto o atual governador presidia a Assembleia Legislativa.

Entre os episódios que voltam a circular está a polêmica viagem à Grécia, que ganhou repercussão nacional. Enquanto o Amazonas enfrentava a fome, no período da estiagem, Alessandra e Cidade estavam comendo carne folheada e ouro em Mykonos, no luxuoso restaurante Nusr-ET, que possui o cardápio assinado pelo chef das celebridades Salt Bae. Na época, o caso gerou revolta na população e ambos os deputados se protegeram.

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Outro ponto relembrado por adversários políticos diz respeito ao período em que Roberto Cidade, ainda na presidência da Aleam, foi alvo de acusações públicas de agressão envolvendo sua vida pessoal. À época, mesmo ocupando a presidência da Comissão da Mulher na Casa, Alessandra Campêlo não se pronunciou de forma pública sobre a acusação de que Cidade havia praticado violência psicológica contra a ex-esposa.

Veja:

Diante desse histórico, surgem questionamentos inevitáveis nos bastidores da política: a postura atual da deputada representa uma mudança real de posicionamento ou apenas uma reacomodação política diante do novo cenário de poder no Estado?

Enquanto isso, o governo tenta avançar com a PEC que autoriza, até dezembro de 2026, o remanejamento de recursos do FMPES para cobrir despesas correntes, medida que enfrenta resistência de setores produtivos e entidades empresariais, que alertam para possível enfraquecimento de um fundo destinado ao incentivo de micro e pequenas empresas no Amazonas.

Com a votação adiada para o pós-recesso parlamentar, o cenário permanece em aberto. E, nos corredores da Aleam, a pergunta que começa a ganhar força é inevitável: o episódio marca apenas um atrito pontual entre aliados históricos ou o início de um novo rearranjo político — com possíveis rupturas dentro da base de sustentação do governo Roberto Cidade? Alessandra realmente era amiga íntima de Cidade ou apenas mantinha-o por perto enquanto era conveniente?

Veja vídeo:

Veja a PEC:


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