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Professores cruzam os braços em Parintins e escancaram abandono na gestão de Wilson Lima

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Professores cruzam os braços em Parintins e escancaram abandono na gestão de Wilson Lima

Amazonas – A paralisação dos profissionais da educação da rede estadual, realizada em Parintins, escancarou mais uma vez a crise enfrentada pelo setor no Amazonas e ampliou as críticas à gestão do governador Wilson Lima e da secretária de Educação Arlete Mendonça.

O movimento, que levou professores e demais trabalhadores às ruas mesmo sob forte chuva, resultou na suspensão de aulas em grande parte das escolas estaduais do município.

Estudantes foram liberados mais cedo, evidenciando o impacto direto da falta de diálogo e de soluções efetivas por parte do governo estadual.

Mesmo com algumas unidades abertas, a realidade foi de salas vazias e atividades interrompidas — reflexo de um cenário que, segundo os educadores, vem se arrastando há meses sem respostas concretas da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc).

Durante o ato, realizado em frente à sede da Seduc em Parintins, os profissionais denunciaram o que classificam como abandono da educação pública.

Entre as principais reclamações estão a precarização das condições de trabalho, a ausência de investimentos em infraestrutura escolar, além da falta de valorização da categoria.

Os manifestantes também criticaram duramente a condução da política educacional no estado. Para eles, a gestão de Wilson Lima tem falhado em priorizar a educação, enquanto a secretária Arlete Mendonça é acusada de não estabelecer um canal efetivo de diálogo com os trabalhadores da rede.

“A situação chegou ao limite. Falta estrutura, falta respeito e falta compromisso”, relataram participantes do movimento, que cobraram medidas urgentes para evitar o agravamento da crise.

Como forma de pressionar as autoridades, a categoria elaborou um documento detalhando as reivindicações e encaminhou o material ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

O objetivo é que os órgãos intervenham para apurar possíveis irregularidades e cobrar providências do Estado.

A paralisação em Parintins se soma a um crescente clima de insatisfação entre profissionais da educação em todo o Amazonas, levantando questionamentos sobre a capacidade da atual gestão em reverter os problemas históricos da rede estadual.

Até o momento, nem o governador Wilson Lima nem a secretária Arlete Mendonça se pronunciaram oficialmente sobre o protesto, reforçando, na avaliação dos educadores, a sensação de descaso diante de uma das áreas mais essenciais para o desenvolvimento do estado.

 


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