Pressão por voto preocupa autoridades: MPT registra 71 denúnc1as de ass3dio eleit0ral em 2026

Brasil – Às vésperas da intensificação da campanha eleitoral, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já contabiliza 71 denúncias de assédio eleitoral em todo o país. Os casos envolvem situações em que trabalhadores alegam ter sofrido pressão, intimidação ou constrangimento por parte de empregadores e superiores em razão de preferências políticas.
Os registros mostram que a prática continua sendo motivo de preocupação para as autoridades. O Sudeste lidera o número de denúncias, com 20 ocorrências, seguido pelo Nordeste (18), Centro-Oeste (15), Sul (10) e Norte (8). Apenas o estado de São Paulo concentra dez dos casos registrados até o momento.

Segundo o MPT, o volume de denúncias já supera, com ampla diferença, o observado no mesmo período do ciclo eleitoral de 2022. A expectativa é de que esse número aumente conforme a propaganda eleitoral avance e o debate político se intensifique.
O assédio eleitoral ocorre quando a relação de trabalho é utilizada para influenciar a escolha política de empregados. A prática pode envolver ameaças de demissão, promessas de benefícios, constrangimentos públicos, perseguições ou qualquer forma de pressão relacionada ao voto ou ao posicionamento político do trabalhador. Esse tipo de conduta é proibido pela legislação eleitoral e trabalhista.
O procurador do Trabalho Igor Gonçalves, coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades do MPT, reforça que o combate ao assédio eleitoral não tem relação com partidos ou candidatos, mas com a proteção da liberdade de escolha do eleitor.

“O ambiente empresarial não pode ser palanque político”, afirmou o procurador.
Especialistas orientam que trabalhadores que se sintam coagidos preservem provas, como mensagens, e-mails, áudios e conversas em aplicativos, já que esses registros podem ser fundamentais para a apuração dos fatos.
As denúncias podem ser feitas diretamente ao Ministério Público do Trabalho, de forma presencial, pelo portal oficial do órgão ou por meio do aplicativo MPT Pardal, disponível para dispositivos móveis.


