Presidente do TSE exige que prefeituras expliquem falta de ônibus na Bahia
Brasil – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, estabeleceu um prazo rigoroso de 30 minutos. Ele exigiu esclarecimentos formais das prefeituras de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Os gestores municipais precisam justificar a falta de ônibus na Bahia circulando neste domingo de segundo turno das eleições.
Inicialmente, o magistrado emitiu a determinação em resposta a uma denúncia formal. A federação partidária do PT, PCdoB e PV apresentou o documento ao tribunal. Segundo a representação do grupo político, um número significativo de veículos permaneceu retido nas garagens. O problema persistiu até o final da manhã, por volta das 11h05. Consequentemente, essa retenção prejudica diretamente o deslocamento rápido dos cidadãos. Além disso, a falha compromete a participação dos eleitores no pleito estadual.
Possibilidade de extensão do horário de votação
De fato, a federação documentou diversos transtornos nas zonas eleitorais. Portanto, o grupo solicitou uma medida de emergência ao TSE. Os partidos pediram a prorrogação do encerramento da votação nas cidades afetadas. O horário das urnas passaria das 17h para as 19h. Por outro lado, o ministro Kassio Nunes Marques não descartou a possibilidade de ampliar o período. No entanto, ele impôs uma condição técnica para avançar. O tribunal tomará uma decisão definitiva apenas após a análise do relatório operacional. Os prefeitos e secretários de Mobilidade locais precisam enviar este documento urgente.
Justificativas e desdobramentos na Justiça Eleitoral
Em seguida, o processo registrou os relatos de defesa das administrações municipais. Segundo os autos, a Prefeitura de Salvador apontou problemas operacionais. A gestão utilizou esse argumento como justificativa oficial para o atraso. A prefeitura afirmou o impedimento da saída de parte da frota das garagens. Os fiscais identificaram veículos com materiais de campanha irregulares. Eles encontraram adesivos políticos colados nos ônibus de transporte urbano.
Paralelamente, o episódio gerou uma mobilização rápida dentro da Justiça Eleitoral. O corregedor-geral eleitoral também agiu diretamente no caso. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou a abertura de uma apuração específica. Ele quer investigar a suposta redução da frota em todo o estado. Dessa forma, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) atuou para mitigar o impacto imediato nas urnas. O órgão já havia determinado a recomposição integral dos coletivos em Salvador ao longo do dia. Em suma, as autoridades federais monitoram a situação de perto para garantir o direito ao voto.




