Presidente da Virada Feminina do Amazonas emite nota de repúdio após gesto de ameaça contra Alessandra Campêlo
Amazonas – A violência política de gênero ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (13/10). A presidente da Virada Feminina do Amazonas, Cileide Moussallem, emitiu uma nota oficial manifestando repúdio veemente. O alvo foram as ameaças contra a deputada Alessandra Campêlo (PSD). Atualmente, a parlamentar disputa o cargo de vice-governadora do estado.
Ameaça nos Bastidores do Debate
O caso ocorreu nos bastidores de um debate eleitoral. O evento aconteceu em Manaus na última terça-feira (13/10). Segundo a denúncia, câmeras de transmissão registraram uma cena lamentável. O candidato não eleito Kidson Maia (PL) fez um gesto grave. Ele simulou o corte do pescoço da parlamentar no estúdio. Diante da intimidação, Alessandra sentiu-se ameaçada imediatamente. Por isso, ela procurou a Delegacia da Mulher rapidamente. Assim, a deputada registrou um boletim de ocorrência formal.
Banalização da Violência Contra a Mulher
No documento divulgado, a Virada Feminina faz um alerta claro. A entidade alerta para o perigo da banalização da violência. Para a organização, nenhuma divergência política justifica atitudes intimidadoras. Da mesma forma, diferenças ideológicas não permitem ameaças diretas à integridade feminina.
“A democracia exige respeito, responsabilidade e civilidade de todos”, destaca o texto. “Principalmente daqueles que participam ativamente da vida pública do estado”. Além disso, a entidade reforça um ponto muito importante. A sociedade não pode aceitar gestos violentos como “provocação política”. Portanto, a organização exige uma apuração rigorosa das autoridades de segurança pública.
Preocupação com Deboches e Solidariedade
Cileide Moussallem também demonstrou grande preocupação com o caso. Ela criticou as tentativas de minimizar ou debochar da situação. Consequentemente, a nota adverte sobre a normalização desses comportamentos intimidatórios. Afinal, isso perpetua uma triste cultura de desrespeito histórico. Ademais, essa violência afasta as mulheres dos espaços de poder e decisão.
Ao prestar solidariedade à deputada, a entidade cobrou justiça. A Virada Feminina exige que as instituições investiguem o episódio rigorosamente. A organização concluiu a manifestação reafirmando princípios fundamentais e inegociáveis. O respeito à mulher independe totalmente de bandeiras partidárias. “Atitudes dessa natureza não devem calar as mulheres”, finalizou o documento.

Leia também: Confira mais notícias sobre as Eleições 2026 e a luta contra a violência política de gênero.




