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Prefeito Gibe Martins entra na mira do MPAM após falta de vacina contra febre amarela em São Paulo de Olivença; veja documento

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Prefeito Gibe Martins entra na mira do MPAM após falta de vacina contra febre amarela em São Paulo de Olivença; veja documento

Amazonas – A vacinação contra a febre amarela em São Paulo de Olivença, no Alto Solimões, entrou no radar do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

O órgão abriu uma investigação para entender por que o município alcançou apenas 56,94% de cobertura vacinal em 2025, índice considerado abaixo do necessário para uma proteção coletiva adequada.

A cidade é administrada pelo prefeito Gibe Martins (União Brasil). A portaria que deu início ao procedimento foi publicada na sexta-feira (28), no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público do Estado do Amazonas (DOMPE).

O percentual registrado pelo município ficou 38,06 pontos percentuais abaixo da meta de 95% utilizada como referência para a imunização contra a doença. Diante do resultado, a Promotoria quer saber quais fatores contribuíram para que uma parcela significativa da população permanecesse sem a proteção da vacina.

Município terá de apresentar diagnóstico

A investigação não começou do zero. Antes da abertura do procedimento, o MPAM já havia solicitado esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde sobre os índices de vacinação. Conforme consta na portaria, as respostas apresentadas não foram suficientes para esclarecer a situação.

Agora, a Prefeitura e a Secretaria de Saúde terão 15 dias para apresentar um diagnóstico detalhado. Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a possibilidade de falta de vacinas, dificuldades na logística de transporte e distribuição, recusa ou resistência dos moradores à imunização e eventual falta de profissionais nas unidades de saúde.

O Ministério Público também quer acompanhar quais medidas serão adotadas para mudar o cenário.

A administração municipal deverá apresentar um plano específico para aumentar a cobertura vacinal até chegar aos 95%. O documento deverá conter um cronograma e estabelecer objetivos intermediários para curto e médio prazo.

As campanhas de vacinação realizadas anteriormente também serão analisadas. A Prefeitura terá que informar quais ações foram promovidas para estimular a imunização e quais resultados foram obtidos.

A intenção é verificar se as estratégias utilizadas pelo município foram suficientes para alcançar a população que ainda não recebeu a vacina.


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