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Pré-canditato à presidência do Missão revela sem querer que membros do MBL usam dinheiro de doações em “puteiro”; veja vídeo

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Pré-canditato à presidência do Missão revela sem querer que membros do MBL usam dinheiro de doações em “puteiro”; veja vídeo

Brasil – O Movimento Brasil Livre (MBL) encontra-se no centro de uma nova e grave polêmica que pode custar caro às suas ambições políticas. Um vídeo que circula nas redes sociais expõe um embate acalorado entre o presidente do grupo (e agora partido Missão), Renan Santos, e o ex-membro de destaque, Gabriel Costenaro. Durante a discussão em praça pública na última sexta-feira (27/3), Renan Santos admitiu que o dinheiro proveniente de doações de apoiadores foi utilizado para pagar prostíbulos.

O caso ganhou enorme repercussão após ser destrinchado pelo influenciador Nando Moura em seu canal no YouTube, onde ele compila as imagens da briga e expõe o histórico de falta de transparência do movimento. O escândalo ganha proporções ainda maiores pelo fato de Renan Santos se colocar como pré-candidato à Presidência da República.

A Confissão de um Presidenciável em Meio ao Bate-boca

A confusão entre os dois ocorreu com xingamentos e empurrões. Em um dos momentos mais críticos da discussão, Renan e Costenaro trocam acusações sobre traições políticas e desvios de conduta. É nesse contexto que o uso de doações para fins ilícitos e imorais vem à tona.

Costenaro não recuou diante das acusações e sugeriu que as idas aos bordéis faziam parte de uma cultura interna do grupo para “presentear” coordenadores e membros da alta cúpula. Em resposta, Costenaro lançou um desafio direto às ambições de Renan: “Quem tem mais a perder? O candidato à presidência ou o cara que vai dar o troco no MBL? Vamos abrir a caixa preta”.

Como pontuou Nando Moura no vídeo, a situação é gravíssima: “Você tem uma pessoa que quer ser presidente da República, que é líder de um grupo político, que sabe que um dos seus membros mais importantes utilizou dinheiro de doação para prostíbulos e não falou nada.”

Falta de Transparência e a “Caça aos Sapos”

As denúncias escancaram um problema antigo apontado por críticos do MBL: a completa falta de transparência com o dinheiro de caridade e financiamento coletivo. Campanhas como “Leve Poços” (para o Nordeste), arrecadações para o Rio Grande do Sul e para a Ucrânia foram lembradas como exemplos de projetos onde a prestação de contas foi inexistente ou feita de maneira superficial, apresentando apenas imagens genéricas que não comprovam os gastos reais.

A indignação dos doadores se torna ainda maior devido ao tratamento dispensado pela liderança do grupo. Em uma live, ao ser questionado educadamente por um apoiador sobre como auditar a obra de perfuração de poços, o pré-candidato à presidência reagiu com hostilidade: “Você não vai auditar porcaria nenhuma… vai caçar mato, vai caçar sapo”.

Contratos de Mordaça e Autoritarismo

Além do escândalo financeiro, o MBL vem sendo acusado de práticas extremamente autoritárias. Áudios e vídeos expostos mostram líderes do movimento, como Arthur do Val, confirmando a existência de contratos draconianos.

Segundo as regras do grupo, qualquer membro que entre e posteriormente saia criticando o movimento ou revelando os bastidores deve pagar uma multa de R$ 100.000. Além da mordaça financeira, o grupo passou a exigir o controle total e a propriedade das redes sociais pessoais de seus porta-vozes, gerando uma onda de debandadas de membros que, ao saírem, relatam até mesmo ameaças de morte.

Ação no Ministério Público

Diante da gravidade das acusações e da confissão pública de desvio de finalidade das doações por parte de um postulante à presidência da República, Nando Moura mobilizou seus seguidores para cobrar as autoridades. Ele disponibilizou um modelo de representação formal para que cidadãos protocolem denúncias no Ministério Público de seus respectivos estados.

O foco da denúncia é a campanha “Leve Poços”, solicitando a abertura de inquérito para investigar os extratos bancários, a destinação integral dos valores, e a possível ocorrência de apropriação indevida, desvio de finalidade e publicidade enganosa. “O Ministério Público tem o dever de investigar e você tem o direito de saber se essas doações foram utilizadas para outros fins,” ressalta o influenciador.


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