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‘Partiu, Madri!’: Lulinha deixa o Brasil em meio a investigações de fraudes no INSS

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‘Partiu, Madri!’: Lulinha deixa o Brasil em meio a investigações de fraudes no INSS

Brasil – Em um momento delicado para o governo federal, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o Brasil rumo a Madri, na Espanha, onde reside desde meados de 2025. A saída ocorre poucos dias após a Polícia Federal (PF) informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga possíveis conexões indiretas entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como figura central no esquema de fraudes que teria desviado bilhões de reais de aposentados e pensionistas.

As investigações, parte da Operação Sem Desconto, ganharam novo fôlego no início de 2026 com a análise de depoimentos, mensagens interceptadas e documentos apreendidos. Um ex-funcionário do Careca do INSS, Edson Claro, afirmou em depoimento à PF ter ouvido que Lulinha seria “sócio” em projetos — incluindo iniciativas ligadas a cannabis medicinal — e teria recebido R$ 25 milhões (sem especificação de moeda) além de uma suposta mesada de R$ 300 mil mensais.

A PF também destaca a empresária Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha, que recebeu cerca de R$ 1,5 milhão (em parcelas de R$ 300 mil) de empresas ligadas ao Careca do INSS. Em mensagens, o lobista menciona repasses “para o filho do rapaz”, expressão interpretada pelos investigadores como possível referência indireta a Lulinha, via intermediação de Roberta.

Viagens internacionais também chamam atenção: documentos mostram que Lulinha e o Careca do INSS viajaram juntos para Portugal em voo de primeira classe em 2024, além de outras passagens aéreas emitidas no mesmo localizador envolvendo a empresária.

A defesa e a posição do governo

Até o momento, Lulinha não é formalmente investigado nem constituiu defesa específica para o caso. O advogado Marco Aurélio de Carvalho (que já atuou em outros processos envolvendo o filho do presidente) classificou as menções como “ilações” e “vilanias”, afirmando que não há relação direta ou indireta com as fraudes do INSS. A defesa promete buscar reparação por danos à honra e investigar possíveis vazamentos seletivos.

O presidente Lula já se pronunciou publicamente: “Se meu filho fez algo de errado, terá de responder por isso”. A declaração foi interpretada por aliados como tentativa de blindagem política. Na CPMI do INSS, a base governista rejeitou convocação de Lulinha, priorizando foco em gestões anteriores.

Lulinha passou as festas de fim de ano no Brasil, mas evitou aparições públicas ou registros de encontros com o pai. Sua volta a Madri — destino escolhido para trabalhar com tecnologia — coincide com o avanço das apurações e reacende críticas da oposição sobre possível “fuga” ou conhecimento prévio das investigações.

Enquanto isso, o Careca do INSS permanece preso desde setembro de 2025, e o esquema continua sob escrutínio, com prejuízos estimados em bilhões para aposentados.

O caso segue em andamento na PF e no STF, sem condenações até o momento. A saída de Lulinha para a Europa, no entanto, já alimenta debates sobre impunidade, transparência e o impacto político em um ano eleitoral decisivo para 2026.


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