Pagou um mês, mas deve sete: atrasos nos pagamentos de salários levam entidades médicas a pressionar o governador Roberto Cidade; veja vídeo

Manaus – A saúde do Amazonas vem respirando por aparelhos, hospitais sucateados, falta de equipamentos hospitalares e salários dos profissionais da categoria atrasados, vem sendo o retrato da saúde Pública no estado, o Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) voltou a pedir uma reunião com o governador Roberto Cidade para tratar da regularização dos pagamentos dos médicos que trabalham na rede pública estadual. O pedido foi reforçado nesta segunda-feira (4), em um encontro com representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Federação Médica Brasileira (FMB) e do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM).
Durante a reunião, as entidades médicas cobraram a apresentação de um cronograma para o pagamento dos salários em atraso e demonstraram preocupação com os impactos da situação no atendimento prestado à população.
Segundo o Simeam, profissionais contratados por empresas terceirizadas enfrentam atrasos recorrentes no pagamento de salários, com débitos que, em alguns casos, se acumulam desde 2024.
Em publicação nas redes sociais, o sindicato afirmou que o encontro nacional consolidou o apoio das entidades representativas da medicina às reivindicações dos médicos amazonenses, destacando a preocupação com a inadimplência dos pagamentos por parte do Governo do Estado.
Ainda de acordo com a entidade, a falta de previsibilidade financeira e a constante substituição de empresas prestadoras de serviços prejudicam as condições de trabalho, comprometem a manutenção de insumos, dificultam a permanência dos profissionais nas unidades de saúde e aumentam o risco de desassistência à população.
Entenda o caso:
Apoio das entidades médicas
Durante o encontro, o presidente do Simeam, Mário Vianna, destacou que as principais entidades da categoria permanecem unidas em defesa dos médicos do Amazonas e da continuidade da assistência à população.
Segundo ele, Sindicato dos Médicos, CRM-AM, FMB e CFM atuarão de forma conjunta na busca por soluções para a crise. Vianna também ressaltou a preocupação da categoria com a possibilidade de prejuízos no atendimento à população.
O dirigente afirmou ainda que o movimento não discute a paralisação dos serviços. Segundo ele, os médicos continuarão trabalhando, mas reivindicam o pagamento dos salários em dia e melhores condições de trabalho.
Cobrança por soluções
Além do pedido de reunião com o Governo do Amazonas, as entidades informaram que o Conselho Federal de Medicina deverá encaminhar ofícios ao Governo do Estado, ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e à Câmara Municipal de Manaus (CMM), solicitando providências para regularizar os pagamentos.
Como parte da mobilização, o Simeam convocou uma coletiva de imprensa para a próxima quarta-feira (5), às 14h, na sede da entidade, quando deverá apresentar as próximas medidas diante da falta de solução para os atrasos.

Na última sexta-feira (31), o Governo do Amazonas informou o pagamento de R$ 84 milhões em honorários destinados aos médicos da rede estadual. Apesar disso, o sindicato mantém a cobrança por um cronograma permanente de pagamentos e por melhores condições de trabalho.

