O Retrato do Abandono: colchões rasgados e lixo expõem o drama dos pacientes no Hospital de Manicoré; veja vídeo

Amazonas – O que deveria ser um local de cura e acolhimento transformou-se num símbolo de indignação e desespero. No Hospital Regional de Manicoré, o cenário que se depara aos doentes e aos seus familiares não reflete a dignidade humana, mas sim o abandono.
Um vídeo recente, gravado no interior da unidade e amplamente divulgado nas redes sociais, expôs as entranhas de uma crise na saúde pública que a gestão do prefeito Lúcio Flávio parece tentar ignorar.
As imagens mostram leitos hospitalares desprovidos de lençóis, colchões completamente deteriorados, encardidos e cheios de buracos.
Para quem acompanha os enfermos, a situação não é melhor: as cadeiras destinadas aos acompanhantes estão desgastadas, sujas e partidas, obrigando os cidadãos a passar noites de vigília em condições deploráveis.

A precariedade do Hospital Regional de Manicoré não é um facto isolado, mas sim o reflexo de uma administração municipal envolvida em sucessivos questionamentos legais. A crise na saúde pública surge na esteira de decisões severas do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
Ainda em 2025, o prefeito Lúcio Flávio foi multado pelo Tribunal Pleno devido a uma série de irregularidades na gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).
Os relatórios técnicos da corte revelaram um histórico de omissão, incluindo a ausência de repasses de contribuições previdenciárias e o descumprimento de obrigações legais, num total de 25 falhas administrativas que feriram os princípios constitucionais da eficiência e da responsabilidade.
Os paralelos traçados pela população são inevitáveis: o mesmo executivo que falha na gestão administrativa e fiscal, hoje falha em garantir um colchão limpo para um cidadão enfermo.
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