O que eles estão escondendo? Atentado a comício de Wilson Lima e Roberto Cidade levanta suspeitas de armação

Manaus – O atentado que deixou o capitão da Polícia Militar Israel Queiroz ferido durante a preparação de um comício de Roberto Cidade e Wilson Lima ganhou um novo capítulo.
Um vídeo registrados após a prisão dos suspeitos mostram os homens sendo questionados antes do depoimento formal na Polícia Civil, levantando dúvidas sobre como surgiram as primeiras versões divulgadas sobre o ataque.
A operação que localizou os suspeitos contou com equipes da segurança pública. Nas gravações que começaram a circular, os presos são questionados sobre quem teria determinado os disparos e por qual motivo o comício deveria ser interrompido.
Nos vídeos, algumas perguntas feitas aos suspeitos já mencionam possíveis nomes, ligações e a origem da suposta determinação.
Os suspeitos foram posteriormente encaminhados ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Com eles, foram apreendidas armas, munições, drogas, balanças de precisão e celulares, materiais que deverão ajudar a Polícia Civil a reconstruir a dinâmica do atentado.

Quem fez as primeiras perguntas?
A suspeita de armação vem da prerrogativa de quem teria recebido as informações da motivação do ataque em primeira mão. E a possibilidade de algo “tramado” em plena campanha elitoral não soa bem, mas é exatamente o que aparenta.
O que precisa ser esclarecido é quem exatamente interrogou os suspeitos naquele primeiro momento, qual era a função dessas pessoas na operação e se as mesmas versões foram repetidas posteriormente diante da autoridade policial.
A gravidade do caso exige respostas. Afinal, envolve um policial baleado, um ato eleitoral e suspeitas de interferência do crime organizado.

