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“O governador do Amazonas é o chefe de uma quadrilha”, diz David Almeida sobre perseguição política após a Operação Erga Omnes

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“O governador do Amazonas é o chefe de uma quadrilha”, diz David Almeida sobre perseguição política após a Operação Erga Omnes

Manaus – Em um ambiente político onde recuar costuma ser o comportamento comum diante de intimidações feitas por políticos poderosos, o prefeito de Manaus, David Almeida, escolheu o caminho inverso. Na manhã desta segunda-feira (23/2), durante o evento que marcou o início de sua caminhada rumo ao Governo do Estado em 2026, Almeida enfrentou a imprensa de peito aberto para desmontar, ponto a ponto, o que ele próprio chamou de “cortina de fumaça”. Segundo o prefeito, a manobra teria sido orquestrada pelo governo de Wilson Lima através da Operação Erga Omnes, da Polícia Civil, a qual classificou como “tão autêntica quanto uma nota de 300 reais”.

De acordo com David Almeida, a principal crítica recai sobre as graves contradições da investigação. Conforme exposto pelo prefeito na coletiva, a operação foi vendida como uma ofensiva contra o Comando Vermelho, mas não apresentou sequer um grama de droga apreendida, armas, veículos ou dinheiro do tráfico. Segundo a narrativa de Almeida, o que se viu foi uma ação atabalhoada, onde o delegado responsável teria feito uma transmissão ao vivo nas redes sociais às 5h da manhã, o que, na visão do prefeito, serviu como um “alerta” que culminou na fuga do suposto alvo principal.

Para o gestor municipal, o foco da operação pareceu ser única e exclusivamente atingir a sua imagem às vésperas de seu lançamento majoritário.

Segundo o prefeito, a prisão de sua secretária, Anabela Cardoso Freitas, foi o estopim para sua indignação. De acordo com Almeida, o “crime” apontado seria ter comprado passagens aéreas em uma agência de turismo com 30 anos de mercado na capital amazonense — passagens que, conforme fez questão de frisar, foram recomendadas pelo próprio vice-governador Tadeu de Souza.

Diferente de lideranças que abandonam aliados ao primeiro sinal de tempestade midiática, Almeida demonstrou lealdade à sua servidora. Mais do que palavras de apoio, o prefeito apresentou cálculos: segundo ele, a movimentação financeira de Anabela — que tem sido alvo de vazamentos seletivos — é perfeitamente condizente com sua realidade. Conforme detalhou, Anabela é viúva de um ex-deputado e, somando a pensão com seus vencimentos como investigadora da Polícia Civil e servidora municipal, possui uma renda mensal de aproximadamente R$ 70 mil.

De acordo com o prefeito, a movimentação financeira diluída ao longo de cinco anos comprova apenas o pagamento de despesas normais e financiamentos familiares, esvaziando a narrativa de enriquecimento ilícito. “É no momento da adversidade que você prova sua lealdade. Acusação não é sentença”, pontuou Almeida, repudiando o que chamou de perseguição a uma mulher trabalhadora.

O Contraste de Gestões

O ponto alto do pronunciamento, segundo a estratégia de Almeida, foi o choque de realidade proposto entre a Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas. Para ilustrar a tese de que “quem está sujo quer sujar quem está limpo”, o prefeito lembrou que a gestão de Wilson Lima já foi alvo de impressionantes 11 operações da Polícia Federal, com o próprio governador sendo apontado pelo STJ em investigações.

Em contrapartida, Almeida ressaltou que os seus seis anos de gestão na capital passam ilesos por órgãos de controle federais e estaduais, com contas aprovadas e transparência atestada. “Estão instrumentalizando o Estado para tentar inviabilizar uma candidatura”, afirmou. Conforme revelado pelo prefeito, houve também um sentimento de intimidação por parte do senador Omar Aziz, através de movimentações de bastidores que já previam essa investida policial desde outubro do ano passado.

Foco no Futuro do Amazonas

Apesar da alegada tentativa de intimidação, Almeida usou o espaço para reafirmar, segundo sua visão, suas credenciais para governar o Estado. Ele relembrou os saltos históricos da capital amazonense em sua gestão, citando a melhor nota da história do Brasil na educação básica e avanços na atenção primária da saúde, áreas onde, de acordo com ele, o Governo Estadual amarga índices sofríveis no Ensino Médio e na alta complexidade.

Conforme a postura adotada na coletiva, David Almeida busca transformar o que seria uma armadilha política em um palanque de demonstração de força e transparência. Ao bancar sua equipe e exigir respostas sobre os verdadeiros criminosos que seguem soltos, o agora pré-candidato deixou um recado claro, segundo sua própria narrativa: a velha política da intimidação policial no Amazonas encontrou uma barreira intransponível na verdade.


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