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O ‘dedo podre’ que ninguém quer: anotações de Flávio Bolsonaro registram que aliança com Wilson Lima pode afundar o PL

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O ‘dedo podre’ que ninguém quer: anotações de Flávio Bolsonaro registram que aliança com Wilson Lima pode afundar o PL

Brasil – As anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocaram forte repercussão no cenário político do Amazonas, ao expor, de forma direta, a avaliação negativa do Partido Liberal sobre uma possível candidatura do governador Wilson Lima ao Senado Federal em 2026.

O conteúdo, que veio a público nesta última quarta-feira (25), reorganiza o tabuleiro político no estado e evidencia um distanciamento estratégico entre o clã Bolsonaro e o atual chefe do Executivo amazonense.

A revelação do documento

O material foi obtido por jornalistas durante entrevista coletiva concedida por Flávio na sede do PL, em Brasília. O senador confirmou a autoria das anotações, mas ponderou que parte das observações registradas seriam opiniões colhidas em reuniões internas da legenda.

Com o título “Situação nos Estados”, o documento reúne estratégias do PL para as eleições de 2026 e menciona articulações tanto para os governos estaduais quanto para o Senado.

No trecho referente ao Amazonas, uma anotação manuscrita chama a atenção pela contundência da avaliação política: “Wilson – 80% de desaprovação”, registro que indica a percepção interna de alto desgaste eleitoral do governador dentro da estratégia traçada pelo partido para 2026.

A anotação foi interpretada por aliados como um sinal claro de que o PL considera arriscada qualquer aliança com o governador, especialmente em uma eventual disputa ao Senado.

Enquanto Wilson Lima é associado a um cenário de desgaste, dois outros nomes aparecem como prioridades estratégicas do partido para a disputa ao Senado em 2026. O deputado federal Capitão Alberto Neto é citado com a observação “conversar”, indicando a intenção de diálogo e possível alinhamento mais próximo com a sigla. Já o senador Plínio Valério é mencionado apenas como “Plínio”, o que abriu espaço para especulações sobre uma eventual aproximação com o PL, visando a uma candidatura à reeleição pela legenda.

Nos bastidores, a interpretação é de que o partido trabalha para estruturar um palanque competitivo no Amazonas, alinhado ao projeto presidencial da sigla, evitando alianças que possam representar risco ao desempenho eleitoral no estado.

Reação e impacto político

Dentro da cúpula do governo estadual, o documento foi recebido como um alerta vermelho. A anotação sobre os “80% de desaprovação” é vista como um duro ataque político à viabilidade eleitoral de Wilson Lima.

Entre apoiadores do governador, cresce a avaliação de que, diante do cenário adverso dentro do PL, uma alternativa poderia ser a permanência no cargo ou até uma reaproximação com o senador Omar Aziz, redesenhando alianças para 2026.

Já integrantes do grupo bolsonarista no estado consideram que o partido não pode vincular seu projeto majoritário a um nome avaliado como fragilizado nas pesquisas internas.

Estratégia nacional, reflexo local

Segundo Flávio Bolsonaro, as anotações foram feitas ao longo de reuniões com a cúpula do partido, incluindo o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. O objetivo central seria estruturar palanques estaduais competitivos para fortalecer a candidatura presidencial do PL.

No caso do Amazonas, contudo, o documento deixou claro que o partido trabalha com outras prioridades e que uma composição com Wilson Lima é vista como fator de risco eleitoral.


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