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Nem Fórmula 1: Prefeita de Ipixuna vai gastar mais de R$ 5 milhões com combustível, óleo e graxa; veja documentos

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Nem Fórmula 1: Prefeita de Ipixuna vai gastar mais de R$ 5 milhões com combustível, óleo e graxa; veja documentos

Amazonas – Enquanto moradores enfrentam desafios básicos do dia a dia, a Prefeitura de Ipixuna decidiu abrir espaço no orçamento para um volume de combustíveis e lubrificantes que chamou atenção até de quem está acostumado com contratos públicos milionários.

A prefeita Paula Augusta (PSDB) homologou o Pregão Presencial nº 003/2026 para registro de preços voltado à futura e eventual compra de combustíveis e derivados destinados às secretarias municipais e órgãos da administração pública.

O detalhe: o pacote ultrapassa os R$ 5 milhões. O que mais tem gerado comentários entre moradores não é apenas o valor, mas o tamanho da lista de itens previstos.

Entre os exemplos que aparecem na ata:

• 230 mil litros de gasolina comum – valor unitário de R$ 9,50
• 185 mil litros de óleo diesel – R$ 9,49 por litro
• 82 mil litros de óleo diesel S10 – R$ 9,50 por litro
• 206 baldes de agente redutor líquido automotivo (Arla 32) – R$ 178 cada
• 130 quilos de graxa lubrificante – R$ 62 por quilo

Também entram na conta óleos lubrificantes e aditivos para radiador.

Nas rodas de conversa da cidade, a pergunta tem sido direta: a frota municipal de Ipixuna está se preparando para uma maratona sem fim ou os quantitativos realmente correspondem à necessidade da administração?

Outro ponto que passou a despertar atenção é que todos os itens ficaram registrados para uma única empresa local: Estrela de Ipixuna Comércio de Combustíveis Ltda, conhecida como Posto Estrela D’ipi.

Segundo registros públicos, a empresa foi fundada em 2018, atua no comércio varejista de combustíveis, possui capital social declarado de R$ 1,5 milhão e pertence a Moises Teixeira Tavares de Souza.

Até o momento, a publicação do resultado não aponta qualquer irregularidade formal no procedimento licitatório.

Ainda assim, diante do volume contratado e do impacto milionário aos cofres públicos, moradores defendem que órgãos de controle acompanhem de perto a execução do contrato para verificar consumo real, necessidade dos quantitativos e aplicação eficiente dos recursos públicos.

Veja documentos 


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