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Negociata entre Governo Lula com os irmãos Batista envolvendo termoelétricas no Amazonas gera revolta

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Negociata entre Governo Lula com os irmãos Batista envolvendo termoelétricas no Amazonas gera revolta

Brasil – A recente aquisição de 12 usinas a gás natural no Amazonas pela Âmbar Energia, empresa do grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, gerou uma onda de críticas e denúncias de corrupção envolvendo o Governo Lula. Durante a quinta edição da Conferência de Política Ação e Conservadora (CPAC Brasil), realizada no último fim de semana (6/7) em Balneário Camboriú, Santa Catarina, o deputado Federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) trouxe à tona o assunto que trata da negociata entre o governo e os empresários, e disse que o congresso irá se mobilizar para derrubar a medida provisória (MP 1.232/2024) que permite a intervenção federal na empresa de distribuição de energia elétrica do Amazonas, a Amazonas Energia, coincidentemente logo após a venda das termoelétricas para a Âmbar Energia.

Técnicos do Ministério de Minas e Energia estudam uma forma de livrar uma empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista de uma multa de R$ 1 bilhão. A pedido do ministro Alexandre Silveira, a pasta busca construir um acordo com a Âmbar Energia, braço do grupo J&F, para que a empresa não seja obrigada a pagar integralmente a multa bilionária por não entregar energia comprada de forma emergencial ainda no governo Jair Bolsonaro (PL).

Em abril, o TCU (Tribunal de Contas da União) se posicionou por unanimidade pelo arquivamento do processo que tentava um acordo, mas o ministério tem autonomia para fazê-lo independentemente da posição da Corte de Contas. Se concretizada, será a quarta medida em sequência do governo Lula para beneficiar os empresários que tiveram protagonismo nos dois primeiros governos do petista e estavam fora dos holofotes desde a prisão pela Operação Lava Jato por acusações que envolveram ganhos ilegais no mercado financeiro e pagamento de propina.

Com Lula de volta, os irmãos Batista já conseguiram:

  • Autorização do Ministério da Educação para o Instituto J&F abrir uma universidade;
  • Medida provisória que incrementa o caixa da concessionária Amazonas Energia permitindo que ela pague dívidas com termelétricas recém-compradas pela Âmbar, como revelou a colunista Malu Gaspar no jornal O Globo;
  • Convite do presidente Lula (PT) para ingressar no Conselhão, grupo que reúne empresários com carta branca para aconselhar o governo.

Os irmãos Batista confirmaram oficialmente na segunda-feira (10/6) a aquisição das usinas no Amazonas, além de um projeto para a implantação de uma nova usina termoelétrica a gás natural em Manaus. Somadas, as 13 unidades possuem uma capacidade instalada de 2,1 gigawatts (GW), ampliando o portfólio da Âmbar Energia para 4,6 GW. A transação foi avaliada em R$ 4,7 bilhões, com R$ 1,2 bilhão a ser pago gradualmente conforme metas estabelecidas no acordo.

Esse acordo reacendeu velhos fantasmas. Joesley e Wesley Batista, que voltaram ao Conselho de Administração da JBS em março deste ano após um afastamento desde 2017 devido a um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR) no contexto da Operação Lava Jato, agora estão novamente no centro das atenções.

Corrupção e Revolta

A repercussão negativa aumentou com o pronunciamento do senador Izalci Lucas (PL-DF) na quarta-feira (19). Ele criticou a medida provisória (MP 1.232/2024) que permite a intervenção federal na empresa de distribuição de energia elétrica do Amazonas, a Amazonas Energia, coincidentemente logo após a venda das termoelétricas para a Âmbar Energia. Segundo Izalci, a medida beneficia diretamente os irmãos Batista e representa uma carga adicional aos brasileiros que terão que arcar com os custos.

O senador destacou que a medida provisória foi uma jogada do governo Lula para favorecer os empresários. “É você, cidadão, cidadã, que dará imensos lucros, com seu suor, aos irmãos Batista, à JBS, aqueles investigados aqui, no Brasil, pela Lava Jato e em outros países por suas falcatruas”, afirmou Izalci.

Reações e Críticas

Ciro Gomes, ex-candidato à presidência e membro do PDT, também criticou duramente a transação e a falta de transparência do governo Lula. Em entrevista ao programa da TVT – TV Transparência, ele denunciou o privilégio concedido aos irmãos Batista, que já confessaram envolvimento em esquemas de corrupção durante gestões anteriores do PT. Ciro destacou que o acordo sobrecarregará os brasileiros com uma nova dívida, que será transferida para a Conta de Consumo de Combustíveis (CCCs), aumentando ainda mais as tarifas de energia para os consumidores.

 


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