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Multa de R$ 22 milhões e lacre: Prefeitura interdita parcialmente fábrica da Innova no Distrito Industrial

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Multa de R$ 22 milhões e lacre: Prefeitura interdita parcialmente fábrica da Innova no Distrito Industrial

Manaus – A fábrica da Innova, localizada no Distrito Industrial, teve parte de suas instalações interditada pela Prefeitura de Manaus após uma avaliação técnica apontar a necessidade de restringir o acesso à área atingida pelo vazamento de estireno.

A medida foi executada pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), com base em um laudo produzido pela Defesa Civil Municipal. O documento considerou os riscos ainda existentes durante os trabalhos de contenção e recomendou que apenas profissionais diretamente envolvidos na emergência permanecessem no local.

Com a interdição, trabalhadores, prestadores de serviço e pessoas sem autorização ficam impedidos de entrar na unidade industrial. O acesso permanece liberado somente para bombeiros, técnicos e integrantes das equipes responsáveis pelo controle do vazamento, monitoramento ambiental e estabilização da estrutura.

Segundo o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, a restrição deverá continuar enquanto o problema não for totalmente solucionado.

“Enquanto não for sanado esse problema, somente as pessoas de segurança podem agir”, afirmou.

A decisão também impede a retomada normal das atividades da empresa. Para que a operação industrial volte a funcionar, será necessário comprovar que os riscos foram eliminados e obter autorização dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Medida tem caráter preventivo

A interdição parcial não significa o fechamento definitivo da fábrica. A restrição foi adotada como uma medida preventiva para evitar que trabalhadores sejam expostos ao produto químico ou a possíveis alterações nas condições do tanque durante a operação.

O secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil Municipal, coronel Lima Júnior, afirmou que o acompanhamento continuará sendo realizado em conjunto com as demais instituições que integram o gabinete de crise.

“Nossa prioridade é garantir a segurança dos trabalhadores, das equipes envolvidas e da população, mantendo o acompanhamento permanente da situação”, declarou.

Desde o início da ocorrência, diferentes órgãos municipais e estaduais participam das ações no Distrito Industrial. As atividades incluem isolamento da área, medição da qualidade do ar, resfriamento do tanque, análise de possíveis impactos ambientais e retirada controlada do estireno.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade já havia autuado a empresa. Paralelamente, o Implurb acompanhava as condições físicas da unidade para definir quais providências seriam necessárias em relação ao uso do imóvel.

Retorno depende de novos pareceres técnicos

A liberação da área não será automática após o fim do vazamento. Antes da retomada, os órgãos competentes deverão realizar novas inspeções e verificar se todas as exigências de segurança foram cumpridas.

Entre os pontos que poderão ser avaliados estão a estabilidade do tanque, a inexistência de novas emissões, as condições ambientais da área e a segurança para o retorno dos trabalhadores.

A interdição permanecerá válida até que os riscos identificados sejam eliminados e haja parecer técnico favorável. Enquanto isso, apenas as equipes autorizadas poderão atuar dentro da área restrita da fábrica.


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