MPAM rastreia recursos públicos e investiga contratos milionários da gestão do ex-prefeito Dr. Júnior em Juruá
Amazonas – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu uma investigação para descobrir o destino de recursos pagos pela Prefeitura de Juruá durante a gestão do ex-prefeito José Maria Rodrigues da Rocha Júnior.
O caso envolve contratos firmados em 2024 com a TAC Comércio de Suprimentos de Informática Ltda. A partir da análise das movimentações, o MP identificou transferências posteriores para a JC Barão dos Santos Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. e para C.V. da Silva Fonseca.
A Promotoria considera necessário esclarecer por que parte do dinheiro recebido pela empresa de informática acabou sendo movimentada para outros estabelecimentos. A compatibilidade dessas operações com as atividades das empresas também será examinada.
Relatos de saques em espécie realizados em Carauari entraram na apuração e poderão ajudar a reconstruir o percurso dos valores.
Investigação busca origem e destino dos recursos
O MPAM determinou que a Prefeitura apresente documentos relacionados aos pagamentos feitos à TAC em 2024. A administração terá de fornecer os processos de contratação, contratos, empenhos, notas de liquidação e ordens de pagamento, além de informar de quais fontes vieram os recursos.
Informações financeiras também serão utilizadas na investigação. O Coaf foi acionado para fornecer relatórios de inteligência financeira, enquanto o Gaeco deverá auxiliar na análise das movimentações bancárias e dos vínculos societários das empresas envolvidas.
A apuração começou após a Notícia de Fato nº 194.2026.000001. O objetivo é verificar se houve desvio de dinheiro público, contratação irregular ou outras condutas ilícitas.
Por enquanto, não há conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados. Segundo o MPAM, somente após a análise dos documentos e das movimentações financeiras será possível determinar se as suspeitas possuem fundamento e quais medidas poderão ser adotadas.

