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Ministro André Mendonça receberá relatório atualizado da PF sobre o Caso Master até segunda-feira (23)

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Ministro André Mendonça receberá relatório atualizado da PF sobre o Caso Master até segunda-feira (23)

Brasil – A Polícia Federal (PF) tem até a próxima segunda-feira, dia 23, para entregar um relatório complementar ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as alegadas irregularidades financeiras no Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. O documento visa fornecer mais subsídios para que o magistrado decida sobre aspectos cruciais do processo.

Designado como relator por meio de sorteio, Mendonça solicitou na última sexta-feira, 13, esclarecimentos adicionais da PF antes de emitir suas primeiras deliberações. Embora não haja um prazo rígido estipulado, a expectativa é de que o material chegue em breve, permitindo avanços na análise.

Com base nessas novas informações, o ministro avaliará se o inquérito deve permanecer na alçada do STF, considerando as menções a figuras com prerrogativa de foro, ou se será remetido à Justiça de primeira instância. Ademais, ele poderá reexaminar o nível de sigilo aplicado anteriormente pelo ex-relator, ministro Dias Toffoli.

Mendonça tem a prerrogativa de revisar decisões prévias se emergirem elementos que sugiram abordagens alternativas. Um foco central será o exame das referências ao próprio Toffoli identificadas pela PF em dispositivos apreendidos de Vorcaro.

Fontes próximas ao tribunal indicam que a análise da PF não se limitou a registrar essas menções, mas incluiu correlações que poderiam configurar o início de uma investigação sobre o ministro, o que demandaria aval expresso do STF.

Na sexta-feira, Mendonça e sua equipe se reuniram com representantes da PF para um alinhamento inicial, ocorrido poucas horas após o sorteio que o posicionou como responsável pelo caso.

Troca de relatoria no STF

A substituição de Toffoli por Mendonça ocorreu em meio a questionamentos sobre a imparcialidade do primeiro. Toffoli enfrentava críticas por uma viagem ao Peru em 2025, realizada em um avião particular ligado a um advogado associado ao banco. Além disso, ele revelou ter sido sócio da Maridt, empresa conectada a um resort de luxo próximo ao fundo Arllen, vinculado a Vorcaro.

As controvérsias culminaram em uma reunião reservada na quinta-feira, 12, presidida pelo ministro Edson Fachin, após um relatório da PF revelar contatos entre Toffoli e Vorcaro. O sorteio subsequente definiu Mendonça como novo relator.

Espera-se que o ministro conduza o processo com sobriedade, evitando escaladas na tensão interna do STF. Assessores destacam sua boa interlocução com a PF, o que pode facilitar o andamento das apurações.


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