Amazonas – O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), oficializou neste sábado (11) a decisão de abrir mão do salário correspondente ao cargo de chefe do Executivo estadual, optando por manter a remuneração de deputado estadual durante o período em que estiver à frente do governo.
A medida foi comunicada por meio de ofício encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, consolidando uma escolha incomum no cenário político, já que o exercício temporário do cargo de governador normalmente implicaria remuneração superior.
Ao manter o vínculo salarial com o Legislativo, Cidade sinaliza uma postura de contenção e cautela administrativa em um momento de transição no comando do Estado. A decisão tem sido interpretada como um gesto voltado a evitar questionamentos sobre eventuais vantagens pessoais durante o período em que ocupa interinamente o cargo mais alto do Executivo amazonense.
A atitude também dialoga com outras medidas adotadas desde que assumiu a função. Entre elas, está a revisão e posterior rescisão de contratos envolvendo empresas ligadas a familiares, ação que buscou reduzir riscos de desgaste político e afastar suspeitas de conflito de interesses logo no início da gestão.
A escolha de abrir mão de parte da remuneração — classificada por apoiadores como um “gesto simbólico” — também tem sido tratada, no debate público, como um exemplo de tentativa de alinhamento entre discurso e prática no uso de recursos públicos.
Roberto Cidade permanece à frente do governo de forma interina enquanto o Estado atravessa o processo de mudança em sua chefia. Paralelamente, segue como uma das principais lideranças do Legislativo estadual, o que reforça sua posição estratégica no equilíbrio entre os poderes durante o período de transição.