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Mesmo contra tudo e todos, Mendonça continua defendendo a Constituição e as investigações do ‘caso Master’ dentro do STF

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Mesmo contra tudo e todos, Mendonça continua defendendo a Constituição e as investigações do ‘caso Master’ dentro do STF

Brasil – O ministro André Mendonça abre a caixa-preta do caso Master e coloca STF diante de capítulo que pode entrar para a história.

Tem momentos em que uma investigação deixa de ser apenas uma investigação. Ela passa a mexer com estruturas, personagens poderosos e instituições que, até então, pareciam intocáveis e é exatamente isso que está acontecendo agora no país.

A atmosfera que cerca o caso Master nesse instante é de total tensão, holofotes, heróis e vilões, todos juntos na mesma sala, discutindo o mesmo assunto e as mascaras caindo.

É óbvio que vão tentar calar, silenciar. Aqueles que vivem falando ser contra a ditadura e atacando governos de direita, se manifestam e apoiam seus governantes a fazer mais uma cortina de fumaça, apoiam eles a rirem da cara do povo brasileiro em um dos momento mais críticos que o país já viu.

Decisoes judiciais de inúmeros casos podem ser revogadas se tudo for comprovado, então qual a lógica do momento? tirar das mãos da única pessoa que deu a cara a tapa, o poder de ‘quebra de sigilo’.

No centro dessa história, está o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Relator do caso, Mendonça vem adotando decisões que ampliaram a exposição pública das investigações e colocaram novos elementos diante da sociedade.

Uma das mais recentes foi a retirada do sigilo de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, material que passou a alimentar questionamentos e discussões dentro e fora do Supremo.

Mendonça resolveu colocar parte desse material sob a luz pública.

E essa decisão não é pequena. Na realidade ela foi ‘a virada de chave’ que precisava.

Quando um ministro do Supremo retira o sigilo de documentos relacionados a uma investigação dessa dimensão, ele não apenas permite que a sociedade conheça os fatos. Ele também coloca instituições, autoridades e personagens públicos diante da obrigação de responder aos questionamentos que surgem.

É a dita ‘fé pública’ sendo posta à prova!

É por isso que o papel de André Mendonça passou a chamar tanta atenção. Ele não está apenas relatando um processo.

Suas decisões estão determinando o ritmo, a exposição e o alcance institucional de um caso que pode acabar se tornando um dos episódios mais marcantes envolvendo o STF nos últimos anos.

“Não tenho medo da morte”

Diante de tudo isso, essa frase de Mendonça ganhou um peso completamente diferente. Em um pronunciamento anterior, o ministro declarou:

“Não tenho medo da morte. Quanto mais de ser ministro de um tribunal.”

Na sequência, foi ainda mais firme.

“Não tenho medo de combater o crime aplicando a lei.”

Mendonça também afirmou que não age sob pressão da imprensa, que não busca protagonismo e que sua função é simplesmente cumprir a lei.

“Sou um servidor público e com muito orgulho sirvo à Justiça. E minha única pretensão aqui é aplicar a lei.”

E fechou dizendo que não se prestava a “trabalhos abjetos”.

Naquele momento, a fala já era forte. Agora, com o avanço do caso Master, ela ganhou outra dimensão.

Porque o ministro que declarou não temer pressões é justamente aquele que hoje conduz decisões capazes de expor documentos, mensagens e situações envolvendo gente poderosa.

O STF diante do próprio espelho

É aqui que o caso começa a ficar realmente histórico. O Supremo Tribunal Federal está acostumado a julgar presidentes, parlamentares, empresários, autoridades e grandes operações.

Mas existe uma diferença enorme quando uma investigação começa a produzir fatos que atingem o próprio ambiente da Corte.

Quando isso acontece, o STF deixa de observar apenas os outros. Ele também passa a olhar para dentro, seja por obrigação ou por vontade própria. E André Mendonça, por ser o relator, está exatamente no meio desse processo, correndo risco iminente à sua vida, é claro.

Cada decisão tomada por ele pode determinar até onde essa investigação vai chegar, quais documentos serão conhecidos e quais explicações terão de ser apresentadas. E é extamanete por isso que os aliados de Alexandre de moraes já estão tentando tirar de Mendonça o poder da relatoria do ‘Caso Master’

Não significa que já exista uma conclusão. Muito pelo contrário. É justamente porque ainda não existe uma conclusão definitiva que cada novo passo se torna ainda mais importante.

Um caso que pode aparecer nos livros daqui a 20 anos

E a história está sendo escrita bem debaixo dos nosso olhos! Muita gente acompanha o caso Master como mais uma sequência de notícias políticas. Mas talvez estejamos olhando pequeno demais!

Daqui a 15 ou 20 anos, quando alguém tentar entender como funcionavam as relações entre poder econômico, política e Justiça no Brasil da década de 2020, é possível que esse episódio apareça como um marco, e não pequeno, mas gigante e decisivo.

Talvez como exemplo de uma investigação que conseguiu atravessar barreiras de poder. Talvez como uma crise institucional profunda.

Ou talvez como o momento em que um ministro do Supremo decidiu que determinados fatos não poderiam permanecer escondidos atrás do sigilo!

Ainda é cedo para saber.

Mas há uma coisa que já está clara: André Mendonça deixou de ser apenas o relator do caso. Ele se tornou um dos personagens centrais dessa história.

Foi sob sua relatoria que documentos vieram à tona. Foi ele quem colocou informações sensíveis no debate público e essa foi de longe a maior atitude da sua carreira.

É ele quem agora carrega a responsabilidade de conduzir um caso que pode acabar colocando à prova a própria capacidade das instituições brasileiras de investigar fatos delicados sem escolher quem pode ou não ser alcançado.

É por isso que aquela frase hoje parece quase uma espécie de aviso: “Não tenho medo de combater o crime aplicando a lei.”

Os próximos capítulos vão mostrar até onde essa postura vai levar o caso.

Mas uma coisa já pode ser dita: o que André Mendonça está fazendo agora poderá ser analisado no futuro com muito mais atenção do que talvez muita gente imagine hoje.

Porque algumas páginas da história só parecem comuns enquanto ainda estão sendo escritas.

 


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