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Manifestações do 7 de Setembro pedem impeachment de autoridades ligadas ao escândalo do Master e prestam apoio ao ministro Mendonça; vídeo

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Manifestações do 7 de Setembro pedem impeachment de autoridades ligadas ao escândalo do Master e prestam apoio ao ministro Mendonça; vídeo

Manaus — Neste 7 de Setembro, manifestações em diversas cidades brasileiras reuniram grupos de direita com o foco principal em pressionar pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e criticaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os atos ganharam força após as recentes revelações da Polícia Federal no caso do Banco Master, envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e questionamentos sobre a atuação de Moraes.

Em São Paulo, a principal concentração ocorreu na Avenida Paulista a partir das 15h, com a participação anunciada de lideranças como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o pastor Silas Malafaia. A pauta central incluiu o grito “Fora, Moraes” e a cobrança para que o Senado avance com pedidos de impeachment, especialmente diante das mensagens e documentos recuperados no celular de Vorcaro, que ampliaram o debate sobre possíveis conflitos de interesse.

Em Belo Horizonte, mesmo sob chuva, centenas de pessoas se reuniram na Praça da Liberdade. Participantes vestidos de verde e amarelo carregaram bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de homenagens ao presidente norte-americano Donald Trump. O ato contou com a presença de figuras do bolsonarismo mineiro, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o candidato ao Senado Domingos Sávio, com expectativa de participação também dos candidatos ao governo Flávio Roscoe (PL) e Cleitinho Azevedo (Republicanos). Cartazes em apoio ao ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, foram erguidos. Mendonça divulgou recentemente o relatório da PF que aponta a relação próxima entre Moraes e Vorcaro, o que reforçou o respaldo dos manifestantes a ele.

No Recife, as mobilizações ocorreram em horários e locais distintos. Pela manhã, o 32º Grito dos Excluídos, organizado por movimentos sociais, sindicais e religiosos, concentrou-se no Parque Treze de Maio e seguiu em caminhada até o Pátio do Carmo, com lema em defesa da terra, da paz, da moradia, da soberania e do combate à violência contra as mulheres. À tarde, a partir das 14h, grupos de direita se reuniram em frente à Padaria Boa Viagem, na Avenida Boa Viagem, com os gritos “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”, pedindo o fim do mandato presidencial e a saída de Moraes do STF. O Ministério Público de Pernambuco orientou a Polícia Militar a agir com proporcionalidade e recomendou que não fossem distribuídas munições de impacto controlado (balas de elastômero) para o acompanhamento dos protestos.

Outras cidades também registraram atos, entre elas Brasília (com concentrações em frente ao Banco Central às 9h e na Funarte às 10h), Rio de Janeiro (Copacabana), Goiânia, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador e outras capitais. Os organizadores destacaram que a mobilização busca transformar a presença nas ruas em pressão concreta sobre o Congresso, especialmente sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que os pedidos de impeachment de Moraes avancem. Analistas apontam, no entanto, que o rito institucional exige maioria qualificada de dois terços dos senadores e que o calendário eleitoral dificulta decisões imediatas.

As novas informações do caso Master, ainda em apuração e sem comprovação de crime até o momento, serviram de combustível para a pauta consolidada de “Fora Moraes”. Manifestantes e parlamentares da oposição, como o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), cobraram respostas do Senado, afirmando que “ninguém está acima da Constituição”. Paralelamente, o apoio explícito a André Mendonça nas ruas de Belo Horizonte e a ênfase no relatório por ele divulgado reforçaram a narrativa de que o ministro tem contribuído para a transparência no episódio.

Os atos do 7 de Setembro deste ano, portanto, uniram cobranças por responsabilização de autoridades ligadas ao escândalo do Master, pressão institucional pelo impeachment e solidariedade a Mendonça, em um cenário de polarização e de disputa eleitoral que se intensifica.


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