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Manaus deve deixar de ter escolas de madeira na zona rural até novembro, anuncia prefeito David Almeida

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Manaus deve deixar de ter escolas de madeira na zona rural até novembro, anuncia prefeito David Almeida

Manaus – O prefeito de Manaus, David Almeida, anunciou, neste domingo, 22/3, no píer turístico Manaus 355, no Centro, o fim das escolas de madeira na rede municipal até novembro deste ano e iniciou a execução do plano com o envio de 380 toneladas de materiais de construção por via fluvial para a substituição imediata de três unidades na zona rural.

A ação integra o plano da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que vem eliminando um passivo histórico da rede. Em 2021, Manaus possuía 35 escolas de madeira ou mistas. Com o avanço das obras, restam nove unidades. Dessas, três começam a ser reconstruídas agora e as seis restantes serão substituídas até novembro, quando a prefeitura projeta zerar completamente esse tipo de estrutura.

“Estamos enviando hoje 380 toneladas de materiais para iniciar imediatamente a substituição de três escolas de madeira por unidades modernas, climatizadas e com internet via satélite. Essa é uma virada histórica. Manaus está enfrentando um problema que ainda existe em muitas regiões do país e será uma das primeiras capitais da Amazônia a eliminar completamente escolas de madeira. Saímos de 35 para zero em um ciclo de cinco anos, enfrentando uma logística complexa, definida pelo pulso de inundação dos rios amazônicos”, afirmou o prefeito David Almeida.

A operação envolve transporte de aço, seixo, areia, ferro corrugado e toda a estrutura necessária para construção das novas unidades, atendendo comunidades de difícil acesso, como Paraná da Eva, Caramuri e Baixo Rio Preto da Eva. O deslocamento fluvial, que pode durar até três dias, substitui um modelo rodoviário mais oneroso e ineficiente, sujeito a múltiplos transbordos e condicionado à sazonalidade dos rios amazônicos.

Além das obras, a gestão municipal reestruturou o transporte escolar fluvial. Das 52 lanchas da rede, 36 estavam inoperantes. A prefeitura adquiriu motores, reativou integralmente a frota e implantou um novo modelo com monitores embarcados, além de ampliar o serviço para o transporte de professores, garantindo mais segurança, regularidade e acesso às escolas em áreas remotas.

Equidade, infraestrutura e resultado

A transformação da infraestrutura tem impacto direto na permanência dos alunos na zona rural. Em 2021, a rede atendia cerca de 8,5 mil estudantes nessas áreas. Atualmente, o número já ultrapassa 12 mil, refletindo a melhoria das condições de ensino e a redução do deslocamento de alunos para áreas urbanas.

A rede municipal também passou a operar com todas as salas de aula climatizadas e conectividade via internet, elevando o padrão de ensino em todas as regiões, inclusive nas áreas mais remotas e de difícil acesso.

“O que está sendo feito em Manaus é uma mudança estrutural. Não existe avanço consistente em aprendizagem sem investimento em infraestrutura. Estamos substituindo escolas precárias por ambientes adequados, garantindo equidade entre alunos da zona rural e urbana e criando condições reais para melhorar o desempenho educacional”, afirmou o secretário municipal de Educação, Júnior Mar.

Com a execução do cronograma, Manaus avança para eliminar um dos principais passivos históricos da educação rural e se posiciona entre as primeiras capitais da Amazônia a universalizar escolas de alvenaria, climatizadas e conectadas em toda a rede municipal, consolidando uma política pública de equidade e qualidade educacional em larga escala.


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