Janja pede o bloqueio imediato do ‘Discord’ no Brasil após caso macabro

Brasil – A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, defendeu nesta quinta-feira (6) a retirada imediata do aplicativo Discord do ar no Brasil. A declaração ocorreu durante um evento no Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que aumenta punições para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Durante o discurso, Janja afirmou que a plataforma precisa ser responsabilizada e questionou integrantes do governo sobre quais medidas legais poderiam ser adotadas para impedir o funcionamento do aplicativo no país. Segundo ela, a decisão seria necessária diante de denúncias de uso da ferramenta para a prática de crimes envolvendo menores de idade.
“Precisamos retirar imediatamente o Discord do ar”, afirmou a primeira-dama, ao citar o caso de uma adolescente de 13 anos que cometeu suicídio durante uma live transmitida pela plataforma.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o advogado-geral da União, Jorge Messias, informou que a Advocacia-Geral da União avalia medidas contra a empresa responsável pelo Discord, incluindo uma possível ação judicial para responsabilizar a plataforma e discutir sua permanência no Brasil.
O Discord é uma plataforma de comunicação por texto, áudio e vídeo bastante utilizada por comunidades de jogos, grupos de estudo, trabalho e criação de comunidades online. Nos últimos anos, porém, o serviço passou a ser alvo de críticas e investigações devido ao uso indevido por grupos envolvidos em atividades criminosas.
A empresa afirma que vem adotando medidas de proteção para usuários brasileiros, incluindo mecanismos de verificação de idade, restrições para conteúdos sensíveis e configurações de segurança voltadas a adolescentes, em adequação às regras brasileiras de proteção digital.
O possível bloqueio da plataforma ainda depende de medidas jurídicas e decisões dos órgãos competentes. A discussão abriu um debate entre autoridades e usuários sobre como combater crimes digitais sem afetar milhões de pessoas que utilizam a ferramenta para atividades legítimas.

