Humorista Willian Oliveira faz sátira detonando Wilson Lima e Roberto Cidade: “O que é mais importante que pagar a saúde? Ser candidato!”; veja vídeo

Manaus – O humorista amazonense Willian de Oliveira publicou um vídeo em seu Instagram satirizando o ex-governador Wilson Lima e Roberto Cidade, escancarando com um humor ácido os problemas da gestão do Amazonas. A esquete, que rapidamente ganhou repercussão entre os internautas, critica o descaso com a saúde pública, a falta de convocação de concursados e as conveniências das manobras políticas em ano eleitoral.
Na cena, Willian interpreta “aquele gestor estadual” (em clara referência a Wilson Lima e Robero Cidade), que reúne seus apoiadores para fazer um “anúncio muito importante”. Quando questionado por um aliado se a novidade seria o pagamento dos profissionais da saúde — que, na sátira, estão há oito meses sem receber — ou a chamada dos aprovados em concursos, o personagem desdenha das obrigações públicas. Ele chega a ironizar os concursados, definindo-os como “aquele pessoal que passa lá e acha que tem emprego”, para então revelar sua verdadeira prioridade: a pré-candidatura ao Senado.
O ponto alto da crítica acontece quando o “gestor” transfere a responsabilidade dos problemas do estado para o personagem “Roberto Município” (uma alusão direta a Roberto Cidade). Em tom de deboche, o político fictício lava as mãos sobre os salários atrasados e dispara a frase polêmica que encerra a esquete no Instagram, assumindo de forma cínica o papel de quem vai fiscalizar o caos que ele mesmo deixou:
“A bronca agora é contigo. Eu tô no Senado. Na verdade, eu vou te cobrar! Eu tô saindo pra te cobrar! […] Tá com 8 meses que o pessoal não recebe. Safado!”
A sátira não poupou nem mesmo a estrutura de poder e o elitismo político. Em um determinado momento do vídeo, ao descobrir que um dos homens sentados à mesa era apenas um “subsecretário”, o gestor o expulsa da reunião e o manda ir “estacionar o carro”.
Com a publicação, Willian de Oliveira utiliza a comédia para dar voz à indignação popular, transformando a crise na saúde do Amazonas e as movimentações políticas em uma dura e direta cobrança às autoridades locais.


