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Guerra declarada no TSE: Flávio Bolsonaro exige a cassação imediata de Lula por show de propaganda na Sapucaí com dinheiro público

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Guerra declarada no TSE: Flávio Bolsonaro exige a cassação imediata de Lula por show de propaganda na Sapucaí com dinheiro público

Brasil – A disputa pela Presidência chegou com força ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a cassação do registro da chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. O pedido também busca tornar Lula inelegível.

No centro da briga está o desfile da Acadêmicos de Niterói, que levou para a Marquês de Sapucaí, no Carnaval de 2026, um enredo dedicado à trajetória de Lula.

A campanha adversária sustenta que a apresentação teria funcionado como uma espécie de propaganda eleitoral antecipada transmitida nacionalmente, com possível abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Essas acusações, porém, ainda terão de ser analisadas pela Justiça Eleitoral.

Segundo a petição, pelo menos R$ 9,65 milhões em recursos públicos teriam sido destinados ao desfile, considerando repasses de diferentes órgãos e governos. Entre os valores citados está R$ 1 milhão da Embratur.A ação também menciona aproximadamente R$ 2,5 milhões em captação privada atribuída à primeira-dama Janja da Silva, informação que, conforme a própria peça, ainda deverá ser aprofundada durante o processo.

Além de Lula e Alckmin, aparecem entre os alvos da ação Janja, Marcelo Freixo e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

O caso não surgiu agora. O desfile já havia provocado questionamentos desde o Carnaval, e uma ação apresentada anteriormente pelo Partido Novo sobre o financiamento público da homenagem a Lula já teve seu processamento admitido pelo TSE em agosto.

Na ocasião do desfile, Lula acompanhou a apresentação na Sapucaí ao lado de aliados. A escola contou a trajetória do presidente, desde sua origem até a chegada ao Palácio do Planalto.

Agora, caberá ao TSE analisar se houve apenas uma homenagem carnavalesca ou se os fatos apontados pelas campanhas adversárias ultrapassaram os limites permitidos pela legislação eleitoral. Por enquanto, trata-se de uma acusação apresentada à Justiça, sem decisão definitiva sobre eventual irregularidade.

 


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