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Guerra de Poder: deputados estaduais ameaçam expor amantes de magistrados após corte de 1,6 mil funcionários fantasmas

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Guerra de Poder: deputados estaduais ameaçam expor amantes de magistrados após corte de 1,6 mil funcionários fantasmas

Brasil –  O cenário político do Rio de Janeiro enfrenta um novo capítulo de forte tensão institucional. Insatisfeitos com as recentes medidas de austeridade do governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, um grupo de deputados estaduais da base aliada do governo anterior promete uma retaliação: a exposição de uma lista com nomes de supostas amantes de desembargadores que receberiam salários sem prestar expedientes na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A ameaça surge como uma resposta agressiva ao “choque de gestão” implementado por Couto. Nos últimos dias, o governador interino, que também ocupa a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), assinou a exoneração de mais de 1.600 funcionários fantasmas alocados na máquina estadual.

Falta de registros: Segundo os levantamentos, parte considerável desses servidores não possuía sequer crachás de identificação ou acessos registrados nos sistemas de computadores do Estado.

Apadrinhamento: O traço em comum entre os exonerados é a indicação política. Todos eram apadrinhados por deputados que davam sustentação ao ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo e, posteriormente, teve seu mandato cassado por abuso de poder.

A Ofensiva da Base Aliada

A intimidação partiu de uma ala de parlamentares frequentemente chamada nos bastidores de “aloprados”. Esse grupo compõe a base de apoio residual de Castro e é politicamente alinhado a Douglas Ruas, atual presidente da Alerj e pré-candidato ao governo fluminense pelo PL.

A manobra é vista por analistas como uma tentativa direta de minar a estabilidade do governo interino e constranger o Judiciário fluminense em um momento de transição.

Alerj Nega Conflito e Repudia Ameaças

Diante da repercussão do caso, a direção da Assembleia Legislativa agiu rápido para tentar conter os danos e emitiu uma nota oficial desmentindo qualquer ameaça institucional. A Casa enfatizou o momento de vulnerabilidade política do estado e reafirmou seu compromisso com a estabilidade.

Confira a íntegra do posicionamento oficial:

Nota de Esclarecimento da ALERJ

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) repudia a matéria publicada nesta data que atribui a parlamentares da Casa supostas ameaças envolvendo membros do Poder Judiciário.

A narrativa apresentada na publicação não corresponde à realidade institucional desta Casa Legislativa, que mantém relação republicana, respeitosa e independente com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Não houve qualquer deliberação, manifestação oficial ou atuação parlamentar, no âmbito institucional, que possa amparar as alegações divulgadas.

Em um momento de sensibilidade política e institucional vivido pelo Estado do Rio de Janeiro, a divulgação de informações sem a devida comprovação apenas contribui para ampliar tensões e inseguranças, em prejuízo da estabilidade institucional que a sociedade espera dos Poderes constituídos.

A Assembleia reafirma seu compromisso com a legalidade, o equilíbrio entre os Poderes e a responsabilidade institucional.

Leia a íntegra da nota da Alerj

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) repudia a matéria publicada nesta data que atribui a parlamentares da Casa supostas ameaças envolvendo membros do Poder Judiciário.

A narrativa apresentada na publicação não corresponde à realidade institucional desta Casa Legislativa, que mantém relação republicana, respeitosa e independente com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Não houve qualquer deliberação, manifestação oficial ou atuação parlamentar, no âmbito institucional, que possa amparar as alegações divulgadas.

Em um momento de sensibilidade política e institucional vivido pelo Estado do Rio de Janeiro, a divulgação de informações sem a devida comprovação apenas contribui para ampliar tensões e inseguranças, em prejuízo da estabilidade institucional que a sociedade espera dos Poderes constituídos.

A Assembleia reafirma seu compromisso com a legalidade, o equilíbrio entre os Poderes e a responsabilidade institucional.


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