“Fisionomia da Derrota”: Wilson Lima evita olhar para câmeras ao escutar que sua gestão fracassou com a educação do AM; vídeo
Manaus – O que deveria ser uma vitrine política para o governador Wilson Lima transformou-se em um cenário de constrangimento público nesta quarta-feira (4 /1). Durante o lançamento do programa “TCE pela Educação”, no Tribunal de Contas do Amazonas, o chefe do Executivo estadual viu sua “maquiagem” administrativa ser removida por números implacáveis que colocam a educação do estado na UTI.
O momento de maior tensão ocorreu quando o conselheiro Luis Fabian Barbosa, coordenador da iniciativa, expôs o preço da ineficiência: um rombo bilionário que penaliza diretamente as crianças e jovens amazonenses.
No início do evento, Wilson Lima mantinha a postura de quem entregaria boas notícias. No entanto, a fisionomia do governador desmoronou conforme Fabian Barbosa detalhava o impacto da má gestão nos cofres públicos.
“Nós não temos hoje resultados adequados em educação. Para se ter uma ideia, no ano passado, perdeu-se 3,5 bilhões de reais em repasses do FUNDEB a título de VAAR (Valor Aluno Ano Resultado), porque boa parte dos municípios, mais da metade dos municípios do interior do estado, não atingiu as metas de alfabetização na idade certa”, afirmou o conselheiro.
Ao ouvir sobre a perda dos R$ 3,5 bilhões, Wilson Lima — que segundos antes sorria para as autoridades — fechou o semblante, baixou a cabeça e demonstrou visível irritação, engolindo seco.
O Lanterna do Brasil no ENEM
A perda dos recursos do FUNDEB não é um acidente, mas o resultado de um declínio educacional que ganhou contornos dramáticos no final de 2025. O Amazonas “conquistou” o título de pior desempenho do Brasil no ENEM, ocupando a 27ª posição no ranking nacional.
Com a menor média de notas do país, o estado evidenciou que o ensino médio sob a gestão de Wilson Lima faliu. O fracasso no ENEM é o reflexo direto de uma base escolar destruída: se os municípios não alfabetizam na idade certa (causando a perda dos bilhões citados pelo TCE), o aluno chega ao final do ciclo sem as ferramentas mínimas para competir por uma vaga na universidade.
Enquanto o estado amarga o último lugar no ENEM e perde bilhões por falta de desempenho, o governo não economiza em contratos polêmicos. Entre os maiores escândalos citados por críticos da gestão estão:
SEDUC-AM paga quase R$ 3 milhões a microempresa com sede em shopping no Nordeste
Logística Escandalosa: Investigações recorrentes sobre o transporte escolar, onde milhões são pagos, mas alunos do interior frequentemente perdem dias de aula por falta de combustível ou barcos sucateados.
O “Vácuo” na Alfabetização: Mais da metade dos municípios do interior não atingiu metas básicas, mostrando que o apoio pedagógico do Estado foi inexistente nos últimos anos.
Para o povo do Amazonas, fica a pergunta: como uma gestão envolvida em diversos escândalos não entregaria o pior ensino do país e ainda deixaria R$ 3,5 bilhões voltarem para Brasília por pura falta de competência?


