FAB põe até 100 anos de sigilo em lista de passageiros de jato de Vorcaro
Brasil — A promessa de transparência total esbarrou na elite financeira recentemente. De fato, a Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu ocultar uma importante lista de passageiros. O documento mostra quem frequentava o luxuoso jato de Daniel Vorcaro. O empresário atuou como dono do Banco Master no passado. Sendo assim, a identidade dessas pessoas continuará sendo um mistério. Essa ocultação afetará a sociedade brasileira pelas próximas dez décadas.
Pedido via Lei de Acesso à Informação e Prisão
Essa blindagem ocorreu após um pedido formal de informações. Um cidadão utilizou a Lei de Acesso à Informação (LAI) recentemente. Ele solicitou o plano de voo do jato Falcon 7X. A aeronave de luxo custa cerca de R$ 200 milhões. O pedido do cidadão cobria os dias 10 a 20 de novembro. Evidentemente, esse período não representa uma simples coincidência. Afinal, a Polícia Federal prendeu Vorcaro exatamente nessa mesma janela de tempo. A prisão ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, na cidade de São Paulo. Naquele exato momento, ele se preparava para decolar rumo a Malta.
A Justificativa da Aeronáutica e o Artigo 31
Para justificar o bloqueio, o Comando da Aeronáutica invocou a legislação. A instituição utilizou o polêmico artigo 31 da LAI na resposta. Curiosamente, a atual gestão criticou esse dispositivo duramente durante a campanha. A justificativa oficial da Força foca na privacidade dos usuários. Segundo o órgão, a revelação permitiria rastrear o itinerário da aeronave. Assim, qualquer pessoa poderia montar um “perfil de deslocamento” dos passageiros. Consequentemente, isso violaria a intimidade e a vida privada deles. Afinal, diversas pessoas desfrutavam dos voos do banqueiro investigado.
O Uso Recorrente do Sigilo de 100 Anos
No entanto, essa contradição não para no espaço aéreo brasileiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu aniquilar os sigilos. Ele garantiu o fim da prática no primeiro dia de governo. Contudo, o “sigilo de 100 anos” tornou-se uma ferramenta recorrente. Diversos órgãos da atual administração usam o recurso de forma constante. Dessa forma, o governo esconde informações de claro interesse público do cidadão:
- O Exército: A instituição trancou a lista de generais indicados para promoção. Além disso, ocultou comunicações com a controversa empresa americana Palantir.
- O Banco do Brasil: A estatal decretou sigilo total sobre os visitantes do gabinete. O bloqueio atinge as pessoas que visitaram a presidência nos últimos anos.
- A Secom: O órgão blindou a identidade de autoridades e agentes públicos. Esses profissionais receberam treinamento de mídia com dinheiro público desde 2021.
- O Ministério da Pesca: A pasta apagou os beneficiários de um programa de subsídio federal. Esse projeto oferecia óleo diesel para diversas embarcações pesqueiras.
Promessas de Campanha e a Realidade Atual
Na corrida eleitoral de 2022, o discurso governamental era muito diferente. A campanha prometeu o fim definitivo de qualquer tipo de sigilo. A Controladoria-Geral da União (CGU) revisou casos pontuais da gestão Bolsonaro. O antigo governo negou 7,1 mil pedidos com essa mesma justificativa. Por outro lado, a atual gestão aplica a mesma censura ativamente. Desde 2023, o governo negou cerca de 5,6 mil pedidos de acesso. A justificativa oficial foca sempre na proteção de “dados pessoais”. Em teoria, a regra protege informações sensíveis de cidadãos comuns. Entretanto, a brecha legal garante a sombra das esferas de poder. Por fim, a manobra protege a privacidade de quem usa jatos milionários.
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