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FACÇÕES NA MIRA! Gaeco passa a atuar contra o crime organizado nas eleições de 2026

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FACÇÕES NA MIRA! Gaeco passa a atuar contra o crime organizado nas eleições de 2026

Brasil – O combate ao crime organizado durante as eleições ganhou um novo reforço. O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) aprovou uma mudança nas atribuições dos Grupos de Apoio ao Enfrentamento do Crime Organizado (Gaeco), que agora também poderão atuar em investigações de crimes eleitorais praticados por organizações criminosas e em delitos relacionados ao processo eleitoral.

A nova regra, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, já está em vigor e permite que procuradores regionais eleitorais solicitem apoio dos Gaecos em casos considerados mais complexos, especialmente quando houver indícios da atuação de facções criminosas ou esquemas ilícitos para influenciar o processo democrático.

Segundo o subprocurador-geral da República e coordenador do Gaeco Nacional, José Adonis Callou, a atualização fortalece o enfrentamento ao crime organizado diante da crescente presença dessas organizações no cenário eleitoral.

Além de apoiar investigações, o Gaeco Nacional poderá acionar o Superior Tribunal de Justiça (STJ) quando identificar processos que deveriam tramitar na Justiça Federal ou Eleitoral. Nos casos envolvendo autoridades com foro privilegiado no STJ ou no Supremo Tribunal Federal (STF), a atuação do grupo dependerá de solicitação expressa do procurador-geral da República.

A medida faz parte de uma estratégia mais ampla do Ministério Público Eleitoral para impedir a influência de grupos criminosos na política. Desde o ano passado, um grupo de trabalho especializado atua em conjunto com o Gaeco Nacional no compartilhamento de informações de inteligência para identificar candidaturas ligadas a facções criminosas e combater o financiamento ilegal de campanhas.

 

Para o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, a integração entre os órgãos fortalece a fiscalização eleitoral e contribui para garantir que a escolha dos eleitores ocorra sem interferência de organizações criminosas.

Além da ampliação das atribuições, o CSMPF também aprovou mudanças na estrutura dos Gaecos regionais. Entre as novidades estão mandatos de dois anos para os integrantes, possibilidade de uma recondução, mecanismos para assegurar a continuidade das investigações e o compartilhamento obrigatório de informações entre os grupos regionais e o Gaeco Nacional.

 

Criados em 2013, os Gaecos do Ministério Público Federal atuam no apoio a investigações de crimes de grande complexidade, como lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e atuação de organizações criminosas. Com a nova resolução, os grupos passam a desempenhar papel ainda mais estratégico nas eleições de 2026, reforçando o combate à infiltração do crime organizado no processo eleitoral brasileiro.


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