“F” de fujão: Wilson Lima falta à sabatina ao vivo e corre de perguntas sobre a farra dos respiradores; veja vídeo

Amazonas – A cadeira estava preparada, as perguntas também, mas o candidato não apareceu. Wilson Lima, do União Brasil, faltou nesta terça-feira (1º) à entrevista previamente marcada no Bom Dia Amazônia, da Rede Amazônica, justamente em um momento em que sua campanha enfrenta uma disputa apertada pelo Senado e um velho fantasma político volta aos holofotes: o caso dos respiradores.
Ao vivo, a emissora informou que a assessoria do ex-governador justificou a ausência alegando compromissos de campanha surgidos de última hora. O problema é que a entrevista não apareceu de surpresa na agenda: segundo a Rede Amazônica, as datas haviam sido acertadas previamente com representantes das campanhas e registradas em ata.
Resultado? Não haverá segunda chance. A emissora informou que Wilson não terá compensação nem nova data para participar da série de entrevistas.
E a ausência chama ainda mais atenção por causa do momento eleitoral.
E os respiradores?
Além de explicar suas propostas, Wilson poderia ter sido confrontado sobre um dos episódios mais delicados de sua passagem pelo Governo do Amazonas.
Nesta quarta-feira (2), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça começa a analisar recursos relacionados à ação penal que envolve a compra de 28 respiradores durante a pandemia de Covid-19. A sessão virtual está prevista para ocorrer entre os dias 2 e 8 de setembro.
Wilson tornou-se réu no STJ em 2021, quando a Corte Especial recebeu denúncia do Ministério Público Federal relacionada à aquisição dos equipamentos. Segundo o MPF, a operação teria provocado prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos. O ex-governador contesta as acusações.
Vale destacar que o julgamento desta semana não decidirá definitivamente se Wilson é culpado ou inocente. O que entra em análise são agravos regimentais ligados ao andamento da ação penal.
Mesmo assim, a coincidência de datas pesa politicamente: na véspera de o caso voltar à pauta do STJ, Wilson deixou vazia justamente uma das cadeiras onde poderia responder, ao vivo, sobre o assunto.
A campanha diz que outros compromissos apareceram. A Rede Amazônica diz que a agenda estava combinada há tempos.
E, no meio disso tudo, ficaram as perguntas — porque, desta vez, quem compareceu à entrevista foi apenas a cadeira vazia.

