Executiva Estadual do PT-AM dá ultimato para filiados: quem apoiar Roberto Cidade e Wilson Lima, vai ser expulso do partido

Amazonas – O Partido dos Trabalhadores no Amazonas (PT-AM) prepara uma resolução drástica para realinhar suas fileiras e afastar de vez a sigla de influências políticas conservadoras no estado. A Executiva Estadual decidiu traçar uma linha vermelha: membros do partido que atualmente ocupam cargos no governo tampão de Roberto Cidade (União Brasil) ou que apoiarem o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) deverão deixar essas posições imediatamente, sob pena de expulsão sumária da legenda.
A medida visa promover o que internamente está sendo chamado de uma “limpeza” no partido, expurgando interferências de grupos ligados ao bolsonarismo e recolocando o PT-AM de forma integral no campo progressista. A direção estadual espera que a resolução conte com o endosso direto da Executiva Nacional e do presidente Lula.
O Alvo do Ultimato
Um levantamento interno do PT identificou a presença de dezenas de filiados compondo a atual máquina pública estadual. Para a Executiva, manter esses quadros na gestão é incompatível com as diretrizes do partido. As regras da nova resolução são claras e inegociáveis:
- Exoneração Imediata: Aproximadamente 170 petistas que ocupam cargos em pastas como a Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás (SEMIG), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (SEPA-AM), além de outros órgãos, devem entregar seus cargos.
- Tolerância Zero em Palanques: A expulsão também será aplicada a qualquer filiado que for flagrado apoiando, de forma direta ou indireta, a pré-candidatura do ex-governador Wilson Lima ao Senado Federal.
Fontes ligadas à direção da sigla afirmam ser “inadmissível” que membros de um partido de esquerda apoiem um grupo político responsabilizado pelo desmonte de setores essenciais do estado, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. “Não vamos apoiar governo incompetente e perseguidor”, declarou um membro da cúpula.
O Estopim: Demissões na AADESAM
O clima de ruptura total ganhou força extra após uma onda de demissões em massa na Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM). A manobra do governo foi classificada pela maioria da Executiva petista como uma nítida perseguição política.
Na manhã desta segunda-feira (06/07), dezenas de funcionários da agência foram surpreendidos com o desligamento repentino e sem aviso prévio. Os relatos apontam que até mesmo mulheres grávidas, que gozam de estabilidade provisória, perderam seus postos de trabalho sem justificativas por parte das gestões de Roberto Cidade e Wilson Lima.
Em resposta, ex-colaboradores organizaram um protesto em frente à sede da AADESAM. Através de vídeos que circulam nas redes sociais, os profissionais manifestaram angústia pela perda súbita de renda e cobraram urgência na transparência dos critérios de demissão, exigindo também a garantia de que o Estado honrará o pagamento integral de todas as verbas rescisórias, salários e benefícios adquiridos.


