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Exclusivo: Simão Peixoto revela que explosão de lancha foi atentado: “Fizeram para tirar a minha vida”; veja vídeo

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Exclusivo: Simão Peixoto revela que explosão de lancha foi atentado: “Fizeram para tirar a minha vida”; veja vídeo

Manaus – O que inicialmente foi tratado como uma fatalidade decorrente de um acidente náutico ganhou contornos de crime premeditado. Simão Peixoto, ex-prefeito de Borba (AM), afirmou em entrevista nesta sábado (7/2) ao ao programa CM7 no Ar que a explosão de sua lancha, ocorrida na madrugada de 23 de dezembro de 2025, foi um atentado contra a sua vida.

Ainda com marcas visíveis da recuperação e fazendo sua primeira aparição pública após 46 dias de reclusão médica, Peixoto relatou detalhes técnicos que, segundo ele, comprovam a sabotagem da embarcação.

Dinâmica da Sabotagem

Peixoto explicou que a lancha era nova — com menos de um mês de uso — e que, por ser um ribeirinho nato com vasta experiência fluvial, notou inconsistências que passaram despercebidas no calor do momento. Segundo o ex-prefeito, a perícia e a análise posterior indicaram intervenção humana maliciosa no motor.

“Afrouxaram a braçadeira do tanque que liga o motor e ficou pingando gasolina… E a lancha tem duas baterias… eles afrouxaram esses quatro polos e deixaram ela semiapertada. Se não apertar bem aquele polo, ela vai dar uma centelha. Isso fizeram de propósito”, declarou Peixoto.

A combinação de vazamento de combustível (a lancha estava abastecida com 480 litros) com a centelha provocada pelos polos frouxos da bateria transformou a embarcação em uma bomba relógio. Ao dar a partida, a explosão foi imediata.

“Cena de Terror” e Sobrevivência

O incidente ocorreu no período em que o ex-prefeito realizava uma ação social de entrega de cestas básicas e brinquedos na zona rural de Borba, na antevéspera de Natal. Peixoto descreveu o momento da explosão comparando-o a detonações de dragas de garimpo.

“Eu não pulei na água, eu fui arremessado”, contou. O impacto causou traumas no tórax e nas costas, além de queimaduras graves. “Queimou 30% do meu rosto, queimadura de segundo e terceiro grau, queimou minhas vias nasais e minha boca toda”.

O ex-prefeito foi socorrido por uma embarcação que passava pelo local, atraída pelas chamas. Ele passou nove dias internado no Hospital 28 de Agosto, em Manaus, onde recebeu tratamento intensivo.

Motivação Política e Perseguição

Durante a entrevista aos apresentadores Henrique de Mesquita e Tiago Quara, Peixoto atribuiu o suposto atentado à perseguição política e à inveja, ressaltando que, apesar de ser uma figura polêmica que “bate de frente contra o sistema”, sua atuação social incomoda adversários.

“Eu não consigo entender quanta maldade já tentaram fazer comigo… Fizeram de propósito para tirar a minha vida”, desabafou, classificando sua sobrevivência como um milagre divino.

O Retorno

Apesar do trauma físico e psicológico — incluindo dez dias sem dormir devido à dor das queimaduras —, Simão Peixoto garantiu que o projeto social continuou através de sua equipe e família, mesmo durante sua internação.

O caso levanta questões sérias sobre a segurança de figuras públicas no interior do Amazonas e traz à tona a necessidade de uma investigação rigorosa sobre as circunstâncias da explosão que quase vitimou o ex-prefeito e outras quatro pessoas que estavam a bordo.


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