“Eu avisei”: Nikolas Ferreira faz nova denúncia contra monitoramento do Pix pelo Governo Lula
Brasil – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a incendiar as redes sociais com uma forte crítica ao que chama de “monitoramento oculto” das transações via Pix pelo governo federal. Em um vídeo publicado nesta terça-feira (13), que rapidamente acumulou milhões de visualizações e curtidas, o parlamentar resgatou sua previsão feita em janeiro de 2025 e acusou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reeditar, de forma disfarçada, regras que haviam sido revogadas após pressão popular.
View this post on Instagram
“Eu avisei”, escreveu Nikolas ao compartilhar o vídeo, acompanhado da legenda que viralizou: “O que eles revogaram em janeiro de 2025 depois que nosso vídeo viralizou e conseguiu unir o povo, eles trouxeram de volta em agosto só que agora escondido em outra norma, com outro nome e outro discurso. Não é imposto, é monitoramento”.
No conteúdo, o deputado relembra o episódio de 2025, quando um vídeo seu sobre uma instrução normativa da Receita Federal — que ampliava a fiscalização de transferências acima de R$ 5 mil para pessoas físicas — alcançou dezenas de milhões de visualizações e forçou o governo a recuar. Na ocasião, a norma foi revogada em meio a acusações de “fake news” e debates acalorados, com o próprio presidente Lula insinuando que críticas como as de Nikolas beneficiavam o crime organizado, incluindo o PCC.
Agora, Nikolas aponta para a Instrução Normativa RFB nº 2.278, de 28 de agosto de 2025, publicada no final do ano passado. Segundo ele, a medida retoma o mesmo espírito de controle, equiparando fintechs e instituições de pagamento às regras já aplicadas a bancos tradicionais. Essas empresas agora precisam reportar à Receita Federal, por meio do sistema e-Financeira, dados de saldos e movimentações financeiras que superem certos limites (R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 6 mil para jurídicas, conforme padrões mantidos).
“Você que é feirante, manicure, motoboy, ambulante e autônomo, se você movimentar mais de R$ 5 mil por mês pelo Pix e isso não bater com o que você declarou no Imposto de Renda, a Receita vai saber. E você pode cair na malha fina, ser chamado, ter que explicar e pagar imposto que você nunca imaginou pagar”, alertou o deputado no vídeo. Ele enfatiza que não se trata de novo imposto, mas de um “olhar suspeito” do Estado sobre o dinheiro dos cidadãos comuns.
A Receita Federal, por sua vez, defende a norma como essencial para o combate à lavagem de dinheiro, fraudes e evasão fiscal, especialmente após operações policiais que revelaram o uso de plataformas digitais por organizações criminosas, como o PCC. A pasta argumenta que o Pix substituiu o dinheiro em espécie e que o registro das movimentações ajuda a identificar quem está na faixa de renda tributável do IRPF, sem criar tributação adicional.
O tema reacende uma polarização antiga: de um lado, oposicionistas como Nikolas Ferreira veem na medida uma invasão de privacidade e um risco para trabalhadores informais; de outro, o governo e apoiadores classificam as críticas como desinformação que, no passado, teria enfraquecido o combate ao crime.
Com o vídeo ganhando tração rápida nas redes — incluindo republicações e debates acalorados —, Nikolas Ferreira reforça sua imagem como voz de alerta contra o que chama de “Estado vigilante”. Resta saber se essa nova rodada de denúncias mobilizará novamente a opinião pública como em 2025, ou se o tema se diluirá em meio ao já intenso calendário político de 2026.


