Esquema eleitoral: PMs e bombeiros denunciam a APPBMAM por obstruir a filiação de novos associados

Manaus – Uma denúncia revela possíveis irregularidades na Associação dos Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMAM), onde policiais e bombeiros afirmam que novos associados têm encontrado dificuldades para se filiar à entidade e exercer o direito de votar nas eleições da diretoria, levantando questionamentos sobre transparência e governança interna.
Relatos obtidos com exclusividade indicam que, mesmo com o estatuto da APPBMAM garantindo que o pagamento da primeira mensalidade torna o associado apto a usufruir de todos os benefícios do clube, incluindo o direito de votar na eleição da diretoria, a gestão atual tem dificultado a inscrição de novos membros, criando barreiras que vão desde a burocratização do pagamento até a negativa de efetivar a matrícula.
Um caso emblemático, detalhado por um dos novos candidatos, revela a tática utilizada para impedir que associados participem do pleito:
“Fui fazer minha inscrição e queria pagar no Pix. Inicialmente, a funcionária se recusou, dizendo que não aceitava o pagamento. Alega-se que o procedimento teria de passar pelo financeiro. Outros colegas conseguiram pagar no Pix, mas comigo não. Só depois de insistir consegui efetivar a inscrição. Mesmo assim, meu pagamento foi reembolsado sem justificativa, o que claramente está sendo feito para impedir que novos associados participem da eleição.”

Estratégias para atrasar matrículas e pagamentos
O relato expõe ainda que o processo de matrícula envolve manobras para atrasar e, possivelmente, inviabilizar a filiação no prazo eleitoral, sugerindo o uso do controle financeiro como forma de manipular o pleito.
Logo, a gestão estaria adotando uma estratégia para segurar os novos pagamentos. Os boletos são aceitos, mas, por passarem pelo financeiro, demoram para ter a matrícula baixada, enquanto pagamentos via Pix, que seriam mais rápidos e diretos, têm sido dificultados. A prática teria como efeito impedir que novos associados consigam se inscrever a tempo e, consequentemente, votar nas eleições da diretoria.

Suspeita de obstrução e implicações jurídicas
Há indícios de que a prática não seja isolada, sugerindo a existência de um padrão de obstrução aos novos associados. A situação aumenta a tensão, especialmente em um cenário de disputa direta entre a atual gestão e possíveis candidatos à nova diretoria.
Se comprovadas, as práticas adotadas pela APPBMAM podem configurar violação ao estatuto da entidade e aos princípios de transparência e igualdade de acesso, com possíveis implicações jurídicas.
O caso levanta questionamentos sobre a governança interna da associação militar e sobre o respeito ao direito democrático de participação de seus membros, reforçando a necessidade de fiscalização e transparência no processo eleitoral.
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