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Escândalo: prefeito Léo Tundis autoriza a compra de massageador e esteiras de mais de R$ 8 milhões de reais em Urucurituba; veja documentos

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Escândalo: prefeito Léo Tundis autoriza a compra de massageador e esteiras de mais de R$ 8 milhões de reais em Urucurituba; veja documentos

Amazonas – Uma Ata de Registro de Preços da Prefeitura de Urucurituba passou a ser alvo de críticas e debates após a divulgação de uma previsão de gastos que ultrapassa R$ 8,8 milhões em compras de diversos equipamentos e materiais considerados por parte da população como não essenciais.

Entre os produtos previstos na ata estão massageadores corporais e faciais, aparelhos de estética, bicicletas e esteiras ergométricas, caixas de som, além de outros equipamentos.

O documento também inclui materiais voltados para educação, saúde e ações administrativas.

Segundo as informações divulgadas, a ata foi assinada em março deste ano e permite que as compras sejam realizadas ao longo de 12 meses, conforme a necessidade da administração municipal.

Os valores atribuídos a alguns itens acabaram chamando atenção nas redes sociais. Equipamentos de som, aparelhos estéticos e outros produtos considerados incomuns em processos públicos passaram a ser questionados por moradores e internautas, principalmente diante das demandas existentes em setores básicos do município.

Outro ponto que gerou debate foi a quantidade de determinados produtos previstos no registro de preços, como carteiras escolares, kits de merenda e coletes salva-vidas.

A população cobra explicações sobre o planejamento das aquisições e a finalidade de parte dos equipamentos listados.

Ainda conforme a publicação, três empresas aparecem como fornecedoras no processo, sendo que uma delas concentraria a maior parte do valor total previsto na contratação.

Até o momento, a Prefeitura de Urucurituba não havia divulgado esclarecimentos detalhados sobre os critérios utilizados para a escolha dos itens nem sobre os valores apresentados no documento.

Embora a Ata de Registro de Preços seja um instrumento permitido pela legislação para futuras aquisições da administração pública, especialistas destacam que todo processo deve respeitar princípios como transparência, justificativa técnica e interesse coletivo.

A repercussão do caso aumentou a pressão popular por mais informações sobre os gastos públicos no município e reforçou o debate sobre a necessidade de fiscalização na aplicação dos recursos públicos no interior do Amazonas.

Ata de Urucurituba


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