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“Entenderam que sou o melhor”: Roberto Cidade toma posse na ALEAM com discurso soberbo em meio à crise no governo

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“Entenderam que sou o melhor”: Roberto Cidade toma posse na ALEAM com discurso soberbo em meio à crise no governo

Manaus – Em uma sessão extraordinária realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), no fim da tarde deste domingo (5), o deputado Roberto Cidade tomou posse oficialmente como governador interino do Estado. A mudança ocorre após a saída de Wilson Lima e Tadeu de Souza, deixando o comando do Executivo nas mãos do chefe do Poder Legislativo, conforme manda a Constituição.

A cerimônia foi rápida e protocolar, mas carregada de simbolismo político. Ao assinar o termo de posse, Cidade assumiu o compromisso de manter a “continuidade administrativa”, garantindo que serviços essenciais não sejam interrompidos.

Discurso de “escolhido” gera questionamentos

Durante seu pronunciamento, o agora governador interino adotou um tom que misturou gratidão e autoconfiança. Cidade fez questão de agradecer nominalmente aos colegas deputados e citou diretamente Wilson Lima e Tadeu de Souza.

O ponto que chamou a atenção, e gerou críticas nos bastidores, foi a justificativa para sua ascensão ao cargo. Segundo Cidade, os antigos gestores “entenderam que ele era o melhor para manter a governabilidade”. A declaração soou para parte dos observadores como excesso de confiança, uma vez que a posse interina não é uma escolha pessoal do governador que sai, mas uma obrigação legal prevista na linha sucessória.

O que muda na prática para o cidadão?

Para o amazonense, a mudança imediata é burocrática. Roberto Cidade passa a assinar decretos, gerir o orçamento e comandar as secretarias de Estado. No entanto, o clima é de incerteza política. Como o estado ficou sem governador e vice eleitos, a Assembleia Legislativa deverá convocar, em breve, uma eleição indireta.

Isso significa que serão os próprios deputados estaduais, e não o povo nas urnas, que escolherão quem governará o Amazonas até o fim do mandato atual.

“Herança crítica”: o rombo nas contas públicas

Apesar do tom de união no discurso, Roberto Cidade assume um estado mergulhado em crises profundas. O novo governador interino terá de lidar com o rastro de problemas deixados pelo governo de Wilson Lima, que enfrenta críticas severas pelo sucateamento da saúde pública, com filas intermináveis e falta de insumos, além de gargalos crônicos na educação.

O “rombo” nas contas e a precarização dos serviços básicos serão os primeiros testes de fogo: Cidade terá que provar se sua gestão será marcada por soluções reais para esses problemas ou se o governo interino funcionará apenas como uma vitrine política para se manter no poder.


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