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Empresa de Vorcaro pagou R$ 165 milhões à galeria Almeida & Dale por acervo de luxo

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Empresa de Vorcaro pagou R$ 165 milhões à galeria Almeida & Dale por acervo de luxo

Brasil – As investigações conduzidas pela CPMI do INSS revelaram uma faceta sofisticada das movimentações financeiras de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A quebra de sigilo telemático do banqueiro expôs que a empresa Super Empreendimentos e Participações S.A., ligada diretamente a ele, destinou a vultosa quantia de R$ 165 milhões à galeria Almeida & Dale, em São Paulo. O montante foi utilizado para a aquisição de um acervo de altíssimo padrão, composto por nomes que definem a elite das artes plásticas no Brasil e no exterior.

As anotações encontradas no celular de Vorcaro detalham um cronograma de pagamentos que se estendeu entre os anos de 2024 e 2025. O primeiro aporte, no valor de R$ 10 milhões, ocorreu em abril de 2024, seguido por outras parcelas de igual valor nos meses subsequentes. Já em 2025, o fluxo financeiro ganhou ainda mais corpo, com seis remessas mensais consecutivas de R$ 22,5 milhões. Segundo os dados coletados, essa estrutura de pagamentos parcelados serviu para consolidar a compra de obras de artistas renomados como Beatriz Milhazes, Tomie Ohtake, Sergio Camargo e a britânica Tracey Emin.

O papel da Super Empreendimentos e a mira da CPMI

A Super Empreendimentos, utilizada para efetuar as transações com a galeria Almeida & Dale, não é uma desconhecida dos órgãos de fiscalização. A empresa é apontada pelos investigadores como um braço operacional de Vorcaro para o repasse de valores a figuras envolvidas em atividades ilícitas. Entre os beneficiários de transações feitas pela companhia estariam ex-servidores do Banco Central e integrantes de um grupo criminoso conhecido como “A Turma”. A suspeita é que a circulação de capitais através de ativos de luxo pudesse servir como mecanismo de ocultação de patrimônio.

A galeria Almeida & Dale, reconhecida no mercado pela curadoria rigorosa e pelo acesso a peças raras, era um dos destinos frequentes de Vorcaro. O banqueiro, que hoje se encontra preso devido a fraudes no sistema bancário, era visto com frequência em feiras e eventos do setor. Em um dos episódios relatados na investigação, uma obra do escultor norte-americano Alexander Calder chegou a ser adquirida por valores milionários, embora tenha sido devolvida à galeria posteriormente.

O mercado de arte sob vigilância

O caso joga luz sobre a vulnerabilidade do mercado de arte em esquemas de lavagem de dinheiro, especialmente pela subjetividade na precificação das obras. Para a CPMI, a aquisição sistemática de telas e esculturas de alto valor pela Super Empreendimentos pode ser o fio condutor para entender como o dinheiro oriundo de fraudes era reinserido na economia formal. Enquanto os peritos analisam o destino final das obras adquiridas na Almeida & Dale, o acervo bilionário permanece como uma das provas materiais mais simbólicas do estilo de vida e das conexões de Daniel Vorcaro.


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