Brasília Amapá Roraima Pará |
Manaus
Web Stories STORIES
Brasília Amapá Roraima Pará

Em total desespero, a máscara cai: vereador Rodrigo Guedes surta e ataca CM7 para tentar abafar os próprios escândalos

Compartilhe
Em total desespero, a máscara cai: vereador Rodrigo Guedes surta e ataca CM7 para tentar abafar os próprios escândalos

Manaus – Buscando holofote e relevância midiática, o vereador Rodrigo Guedes tenta sugar engajamento em cima do CM7 Brasil, maior portal de notícias do Amazonas. Em pleno período pré-eleitoral, o parlamentar volta a apostar no velho roteiro: criar conflito, atacar a imprensa e se colocar como vítima para permanecer no centro do debate público.

A nova investida ocorre após o CM7 cumprir seu dever jornalístico e noticiar a prisão de sua ex-assessora na Operação “Erga Omnes”, além de divulgar trechos do depoimento de Lucila Meireles Costa. No relato à polícia, ela afirmou que recebia pagamentos por fora da folha nominal de servidores do gabinete, supostamente utilizando recursos da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Foi isso que o portal publicou: o que está oficialmente declarado em depoimento.

O ponto central é grave: pagamento fora da folha oficial. Em vez de esclarecer por que uma ex-integrante de seu gabinete afirma que era remunerada à margem da folha pública, Guedes preferiu atacar o veículo e a imprensa como um todo. A reação desproporcional levanta questionamentos e demonstra o despreparo emocional do parlamentar que, a todo momento, parece estar a beira de um surto psiquiátrico.

Essa explosão acontece justamente no mesmo período em que o vereador precisa recuperar fôlego político. Não é coincidência. Rodrigo Guedes tem histórico de intensificar confrontos em ano pré-eleitoral. Em 2022, ao tentar se eleger deputado federal, adotou a mesma postura barulhenta e acabou derrotado nas urnas. O engajamento digital não se converteu em voto.

Para atacar, Guedes usa uma estratégia já conhecida: a de usar perfis de Instagrams para oprimir opositores. Inclusive, o seu ex-aliado, Amom Mandel, já chegou a denunciar na tribuna a existência de um suposto “gabinete do ódio” comandado por Guedes, com uso de perfis anônimos para assassinar a reputação de adversários. Entre os episódios relatados à época, estaria o uso dessas contas para atingir até o filho da deputada Joana Darc, uma criança com síndrome de Down — caso que gerou forte indignação.

Agora, a mesma engrenagem digital estaria sendo direcionada contra o CM7. Curiosamente, quando lhe foi conveniente, Guedes foi ao próprio portal para conceder entrevistas, ganhar engajamento e limpar sua imagem. Afinal, o vereador possui um histórico bastante duvidoso envolvendo o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

Passado obscuro

No campo político, Rodrigo Guedes carrega um histórico que levanta questionamentos. Discípulo declarado do ex-prefeito Arthur Virgílio Neto, Guedes cresceu dentro da administração pública justamente sob o amparo do antigo chefe do Executivo municipal. Antes de chegar à Câmara Municipal de Manaus (CMM), ocupou cargos estratégicos na gestão, incluindo a chefia do Procon Manaus. Foi nesse período que consolidou sua proximidade com o grupo político de Arthur.

A trajetória seguiu um roteiro claro: primeiro a estrutura da prefeitura, depois a candidatura. Em 2016, ainda sob a influência do padrinho político, disputou o cargo de vereador e ficou como suplente. Apenas em 2020 conseguiu se eleger. Mas, já como parlamentar, críticos apontam que Guedes “comeu abiu” — expressão popular para indicar silêncio conveniente — diante dos escândalos que atingiam a gestão municipal da qual foi aliado direto.

É justamente nesse período que entra a polêmica envolvendo a empresa Mamute Conservação, Construção e Pavimentação Ltda, que tem como sócio o primo do vereador, Carlos Edson Guedes de Oliveira Junior. A empresa foi alvo da Operação “Dente de Marfim”, deflagrada pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal, que apurou indícios de sonegação fiscal, uso de notas fiscais frias e lavagem de dinheiro entre 2016 e 2021 — período que coincide com a gestão de Arthur Neto.

As investigações apontaram emissão de notas fiscais suspeitas que ultrapassariam R$ 48 milhões, com estimativa de mais de R$ 21 milhões em tributos federais sonegados. Houve mandados de busca e apreensão e bloqueio de cerca de R$ 30 milhões em bens e ativos financeiros. A empresa mantinha contratos milionários com a prefeitura justamente durante o período em que Guedes ocupava cargos na administração e iniciava sua ascensão política. Mas isso ele não fala.

Além das investigações fiscais, a Mamute também foi acusada por trabalhadores de não pagar indenizações trabalhistas após demissões. Enquanto garis denunciavam calotes, Guedes crescia seu patrimônio.

Em 2016, quando disputou sua primeira eleição, Guedes declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens. Já em 2020, ao ser eleito, declarou dois apartamentos que somavam mais de R$ 845 mil, além de aumento considerável nos gastos de campanha. O crescimento coincidiu com o período em que a empresa ligada à sua família mantinha contratos com o poder público municipal.

Obviamente, o CM7 Brasil noticiou e questionou o caráter do parlamentar, que é pago com dinheiro do povo. A imprensa simplesmente fazer o seu papel, é o suficiente para ser questionada e atacada.

No entanto, a imprensa é livre e não se calará. O ataque de Rodrigo Guedes ao CM7 Brasil é só mais um episódio que escancara seu desequilíbrio. Não é a primeira vez que, ao ser contrariado ou exposto, o vereador reage de forma explosiva e parte para o confronto em vez de agir como um homem que deve explicações ao povo.

Inclusive, recentemente, na abertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Manaus, Guedes bateu boca com populares no plenário e protagonizou uma cena vergonhosa: tentou impedir a leitura da mensagem do prefeito, foi vaiado, surtou e quase agrediu uma mulher por não conseguir o holofote que buscava. A reação desproporcional precisou ser contida e gerou constrangimento público.

O padrão se repete. Quando pressionado, Guedes perde o controle, transforma debate em briga e troca esclarecimento por ataque. O CM7 Brasil continuará a noticiar, questionar e expor todo político que brinca com o bem-estar da população.

Saiba mais:

A casa vai cair: Mamute, empresa ligada à família de Rodrigo Guedes, é o principal alvo da PF por indícios de lavagem de dinheiro

Rodrigo Guedes e família receberam ‘bilhões’ da Prefeitura de Manaus na gestão de Arthur Neto e Betinha


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais