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Em Manaus, Flávio Bolsonaro defende atuação de André Mendonça no STF e pede investigação contra Flávio Dino; veja vídeo

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Em Manaus, Flávio Bolsonaro defende atuação de André Mendonça no STF e pede investigação contra Flávio Dino; veja vídeo

Manaus – Durante uma intensa agenda de campanha na capital amazonense na manhã desta sexta-feira (11/9), o senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), subiu o tom contra adversários políticos ao comentar os desdobramentos do ‘Caso Master’. Em entrevista coletiva concedida dentro da fábrica da Honda, na Zona Franca de Manaus, o parlamentar defendeu enfaticamente a postura do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e exigiu que o também ministro do STF e ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, seja formalmente investigado por supostas interferências políticas.

O cerne das declarações de Flávio Bolsonaro girou em torno da recente quebra de sigilo da ‘Operação Compliance Zero’, autorizada por Mendonça. A investigação da Polícia Federal apura supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionados ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionado por jornalistas se Mendonça teria errado ao acatar o pedido da PF e incluí-lo no rol de investigados, o senador foi categórico em sua defesa ao magistrado. Ele surpreendeu ao elogiá-lo abertamente, afirmando que Mendonça está certo, agindo estritamente como juiz, e que desejava que todos no Supremo tivessem a mesma postura imparcial e transparente.

O candidato afirmou não temer as apurações e pediu transparência total sobre o inquérito. Segundo ele, o acesso público integral aos autos provará que o patrocínio recebido pela produtora do filme é de origem puramente privada, sem qualquer contrapartida ilícita com o setor público. Flávio argumentou que, por ser um senador de oposição, não teria como oferecer favores no atual governo federal, questionando de forma retórica o que poderia dar em troca aos investidores.

A retórica do candidato endureceu significativamente ao mencionar o ex-ministro da Justiça Flávio Dino e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Bolsonaro acusou o governo de tentar aparelhar a corporação para persegui-lo às vésperas do pleito presidencial. De acordo com o senador, após uma decisão anterior de Mendonça que supostamente afastaria Andrei do comando da PF, Flávio Dino teria dado uma canetada fora de sua competência para reconduzi-lo ao cargo e, na sequência, autorizar buscas.

Além disso, Flávio trouxe à tona alegações graves sobre os bastidores da investigação na produtora de seu filme. Ele revelou que agentes teriam encontrado provas de intimidação, especificamente um documento relatando que a dona da produtora estava sendo ameaçada por pessoas ligadas diretamente a Flávio Dino e ao presidente Lula. Com base nessa alegação, ele exigiu uma ação contundente, pedindo que Dino seja formalmente investigado para que parem de tentar interferir nas eleições. O senador classificou a operação como uma cortina de fumaça orquestrada para frear o seu crescimento nas pesquisas eleitorais.

Cumprindo o roteiro de sua agenda voltada ao polo industrial manauara, o candidato dedicou a segunda parte de sua entrevista para apresentar seu plano de governo para o Amazonas. Vestindo uma camisa com a frase “100% Zona Franca”, ele garantiu que os incentivos fiscais da região são sagrados e um patrimônio econômico de todo o Brasil, criticando a burocracia estatal que já teria provocado a fuga de centenas de indústrias para o Paraguai. Como estratégia de inovação para recuperar e expandir a geração de empregos, Flávio propôs transformar parte da Zona Franca em um hub de tecnologia global. Ele destacou a competição mundial por Data Centers voltados para inteligência artificial e projetou que Manaus poderia atrair bilhões de dólares nesse segmento.

Outro ponto de forte apelo regional e histórico abordado na coletiva foi a repavimentação da rodovia BR-319 e outras vias que conectam os municípios do interior. O senador criticou duramente os entraves ambientais que mantêm estradas já abertas como atoleiros durante o período de chuvas. Ele atribuiu os bloqueios do asfaltamento a uma suposta ideologia de esquerda nos órgãos de licenciamento ambiental e prometeu que, caso eleito, garantirá a integração terrestre de Manaus a Porto Velho sem amarras ideológicas.

Na área de riquezas naturais, o candidato destacou o imenso potencial inexplorado do Amazonas na extração de gás natural e potássio. Devido a essas reservas, ele argumentou que o estado deve ser o epicentro de um polo de fabricação de fertilizantes, iniciativa que garantiria a soberania nacional no fornecimento de insumos para o agronegócio e baratearia os alimentos. Antes de encerrar a visita à fábrica, Flávio Bolsonaro exaltou as belezas naturais amazônicas e defendeu que o fortalecimento do turismo ecológico é a ferramenta mais eficaz de conservação ambiental, apontando o próprio turista como o maior interessado em preservar a região intacta.


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